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A profecia de Francisco Battistotti: depois de "advinhar" acesso, quer mais em 2019

Presidente, em entrevista concedida a reportagem do ND, em 2017, "preveu" o desenrolar dos fatos da atual temporada que terminou com o retorno do Avaí à Série A

Diogo de Souza
Florianópolis
30/11/2018 às 21H17
Francisco Battistotti, presidente do Avaí - Flávio Tin/ND
Francisco Battistotti, presidente do Avaí - Flávio Tin/ND


Era dezembro de 2017. O então presidente reeleito no Avaí, Francisco Battistotti, recebeu a reportagem do ND em seu gabinete, no estádio da Ressacada e, de maneira serena, respondeu a uma série de questionamentos, além de fazer previsões ousadas. Talvez nem ele tivesse tanta certeza de que, naquele momento, profetizara o 2018 tal qual se encaminha em pouco mais de 30 dias.

“O objetivo é o acesso à Série A. Ganhar o Estadual eu não sei, evidente que vou brigar pelo Estadual, mas eu não farei loucuras para ganhar. Farei loucura, sim, para voltar à Série A”, projetara o mandatário azurra. Semanas antes, havia sido aclamado pela maioria dos votos como o presidente do clube por mais dois anos.

Ainda que o conceito de “loucura” seja relativo, a verdade é que o dezembro de 2017 marcou a queda do Avaí à Segundona. Mesmo assim, Battistotti cravou essa ideia, confirmada na última semana após o empate sem gols com a Ponte Preta, de retorno à convivência dos grandes do futebol nacional em 2019. Ele foi capaz de prever e confirmar também as dificuldades da equipe no Campeonato Catarinense onde, na ocasião, prometeu fazer de “laboratório” para o restante do ano.

O tamanho do feito avaiano, sob a batuta de Battistotti, pode ser evidenciado em duas estatísticas bem pontuais: com o acesso, o Avaí se tornou o time com o maior número de ascensões à primeira divisão no país, agora são seis vezes. Outro dado que chama atenção diz respeito aos quatro que desceram da A para a B (Coritiba, Avaí, Ponte Preta e Atlético-GO) no ano passado: apenas o Leão conseguiu o retorno imediato.

Na última quarta-feira (28), quando a bandeira do Avaí foi hasteada na entrada da Ilha – em uma medida já tradicional da Capital –, o presidente ressaltou essa espécie de “DNA” que vai se enraizando no clube, na busca por uma “estabilidade” na Série A. “Fomos os únicos que subimos em 2018 dos que caíram no ano anterior, isso mostra que o clube tem condições, tem estrutura e sabe o que quer”, descreveu. 

Profecia consolidada também para 2019?

De volta à Série A, o Avaí já tem seu técnico para a próxima temporada e, segundo a direção, já renovou “com três jogadores” pertencentes ao atual elenco. A intenção, de acordo com Francisco Battistotti, é acertar um a um e, depois disso, anunciar o nome dos jogadores escolhidos. Assim como os líderes do elenco e a própria torcida azurra alertaram, a meta é que no próximo ano o principal objetivo seja a manutenção na elite do futebol.

Coincidência ou não, o mandatário voltou a usar a expressão “loucura” para projetar o clube em 2019. “Não vou deixar o Avaí pior do que eu recebi. Não podemos gastar mais do que recebemos, eu sempre disse isso, desde que cheguei aqui em 2016. É importante lembrar que estou pagando um passivo de 15, 20 anos atrás. Há toda uma engenharia financeira por trás”, explicou.

Sobre o Estadual o chefe do Leão promete, assim como no ano passado, fazer alguns experimentos. A direção aposta em nomes, já mapeados, para somente após o término do Campeonato Paulista, considerado o mais rico entre os regionais do país. “Eu não vou contratar atleta de três dígitos para jogar o [Campeonato] Catarinense, que não me paga uma folha de um mês. Depois que terminar o Estadual vou contratar atletas de três dígitos, antes disso, não”, confessou.

Battistotti também lembrou que não deverá entrar em “leilão” por jogadores. Admitiu, apenas, ter ido atrás de Judson e Renato, do elenco atual, em nome de um novo vínculo, já que ambos são emprestados. “Tenho um plus para dar a esses atletas, mas também não farei loucura e não vou bancar Flamengo, Corinthians, São Paulo”, disse.

Francisco Battistotti usou o exemplo dos goleiros “medalhões” este ano que tiveram um baixo custo-benefício. Dessa forma, o gestor revelou que pretende disputar o Catarinense “com quem está aí” referindo-se aos goleiros da base Cláudio Vitor e Léo Lopes. Aranha, Maurício Kozlinski e Rubinho, que foram os titulares, terão os contratos encerrados ao final do ano e suas renovações vão depender de possíveis acertos e respectivos acertos entre clube e jogadores.

Francisco Battistotti e Geninho: parceria mantida para 2019 - Marco Santiago/ND
Francisco Battistotti e Geninho: parceria mantida para 2019 - Marco Santiago/ND



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