Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Conheça histórias de amor, carinho e celebração entre pais e filhos

Arte - Especial Biguaçu - Arte/ND
Arte/ND

#DePaiparaFilho: o amor supera tudo 

Conheça histórias de amor, carinho e celebração entre pais e filhos 


Reportagem e direção de vídeo: Marina Simões
Captação e edição de imagens: Daniel Queiroz
Edição: Sendy Luz 

Ser pai, entre outras coisas, é ser amor, distribuir carinho e compartilhar conhecimento. Seja uma escolha ou uma surpresa na vida de um homem, a chegada de um filho causa mudanças e traz a possibilidade de viver novas experiências, aprender com elas e deixar um legado. O Dia dos Pais é uma oportunidade de celebrar e agradecer a presença desses homens especiais em nossas vidas. Para prestar uma homenagem aos pais e comemorar a data, o Notícias do Dia conheceu três pais e filhos que moram em Florianópolis e conta a história deles "de pai para filho" para você. Afinal de contas, o amor supera tudo. 

Santiago e Duca

"Então, a gente foi, sem dúvida nenhuma, destinado, porque é uma coisa muito louca acontecer um troço desses". 

Santiago Edo, 44 anos, e Eduardo “Duca” Henrique Edo, 21 anos, têm uma sintonia bonita de ver. Pai e filho adoram curtir o fim de semana em casa em família, seja no sofá assistindo um filme ou na cozinha preparando uma refeição enquanto bebem uma taça de vinho. As semelhanças entre os dois são tantas, que muitas pessoas se espantam ao saber que Santiago não é o pai biológico de Duca.

Santiago está casado com a mãe de Duca, Maria Alice Garcia Edo, há 20 anos. “Foi pegando, né? Por mais que não tenha esse laço de sangue, o laço de alma, eu sempre digo, a gente foi escolhido para ser pai e filho de alma. Isso é muito maior”, disse Santiago, que é de família argentina e vê muitas características de sua cultura no filho.

Este ano, Duca completou 21 anos e a família esperou ele chegar até esta idade para decidir se queria incluir o sobrenome de Santiago em seus documentos e ele não teve dúvidas. “Desde pequeno, minhas contas e coisas, eu sempre coloco Duca Edo e, na verdade, nem tenho o Edo ainda”, contou.

José e Gianne

"A gente sente… é um sentimento que você desconhece. Você não sabe que é tão bom ser, é bom, é excelente ser pai". 

Gianne Abbott, 38 anos, bailarina, foi a segunda filha do casal José e Cida. José Agostinho Rosa, 71 anos, agora aposentado e prestes a regressar para a graduação de Biblioteconomia, ainda lembra da felicidade que sentiu ao saber que a mulher estava esperando uma menina. Companheiro dos baluartes do samba de Florianópolis, ele acabou passando seu amor pelo carnaval e pela dança para a filha.

“Acho que essa veia artística veio dele”, explicou Gianne, falando sobre a escolha de sua profissão e seu envolvimento com o samba. Nos seus tempos de moço, José foi passista e mestre sala na escolas Embaixada Copa Lord e Os Protegidos da Princesa, únicas que existiam na Capital na época. A vontade de dançar era tanta, que ele ía a pé do Estreito até a Agronômica para poder dançar no clube 25 de Dezembro.

José acredita que tudo o que aprendeu com os colegas no samba foi muito valioso e influenciou na criação de seus três filhos. “Eu tinha que aprender alguma coisa, com os nego velho era fácil. Para mim, isso aí foi muito. Valeu esse berço, este berço do samba”, contou. Ele foi um dos grandes apoiadores de Gianne em sua carreira no samba.

Irapuã e Ian

"Hoje, a gente vive esse mundo aqui do Rio Tavares, viajando, competindo com o skate e surfando. Mais meu amigo hoje".

Além do surfe, Irapuã Porto, 40 anos, também é apaixonado por fotografia e é o grande companheiro do filho, Ian Poletto, 14 anos, em sua carreira como skatista. Parceria é uma palavra que define bem a relação entre os dois, que estão sempre juntos nas viagens para campeonatos de skate dentro e fora do Brasil e adoram aproveitar o tempo livre juntos também.

Ian acredita que foi justamente do pai que herdou o gosto pelo esporte. Ele começou a andar de skate aos 3 anos e Irapuã sempre o incentivou a correr atrás desse sonho. Moradores do Rio Tavares, eles aproveitam a proximidade com o mar e a pista de skate vizinha quando estão em casa para fazerem o que mais gostam. “Jogar videogame. Futebolzinho, é bom, né? Ah, a gente fica muito juntos”, contou Irapuã.

Para Ian, o pai é o melhor amigo, aquela pessoa que está sempre ao seu lado, o incentivando e apoiando. Os dois estão empolgados com os projetos que o futuro reserva e prontos para enfrentar os desafios que surgirem juntos.

E aí, gostou das histórias? Compartilhe uma foto com o seu pai usando a hashtag #DePaiparaFilho.