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Ressaca atingiu o maior número de imóveis na praia de Ingleses

Quem tem imóveis próximos à praia está com medo da força do mar

Michael Gonçalves
Florianópolis
26/09/2017 às 12H28

Com 52 imóveis atingidos de alguma maneira, a praia de Ingleses sofreu com as fortes ondas provocadas pela elevação da maré. A aposentada Zeli da Luz, 68, recorda de quando o único acesso até o Costão do Vigia era feito pela praia, porque não existia a estrada Dom João Becker. Até o ano passado ela conseguia brincar com os netos na faixa de areia à frente de casa, mas este ano está impossível.

Dos cinco quilômetros de praia, o canto direito foi o mais atingido - Marco Santiago/ND
Dos cinco quilômetros de praia, o canto direito foi o mais atingido - Marco Santiago/ND



A solução foi colocar pedras na frente do imóvel. “O limo nas pedras é dos últimos cinco meses, porque o mar não recua. Há 40 anos não presenciava uma ressaca tão forte. Na época, o mar também avançou sobre a restinga, mas a praia voltou ao normal. Tínhamos quase 100 metros de faixa de areia e, hoje, com a maré baixa não chega a dez metros”, revelou. O medo de quem tem um imóvel ao lado do mar é real. A ressaca também destruiu passarelas e acabou com a diversão de quem apenas queria caminhar ou correr na praia.

Dezenas de imóveis perderam os muros. “Com a ressaca do ano passado, o meu muro caiu. Este ano foi o do vizinho que não resistiu. O nosso terreno está há dois metros de altura da faixa de areia e, mesmo assim, o mar invadiu o quintal. A situação ficou bem complicada com a força do mar e do vento”, disse Zeli. Dos cinco quilômetros de praia, o canto direito foi o mais atingido. Mais de 500 metros de extensão foram atingidos pelo avanço do mar contra as construções e a faixa de areia desapareceu nesta localidade.

Caminhada arriscada entre entulhos e passarela interditada

Recém-chegado à praia de Ingleses, o comerciante Hussein Hijazi, 36, não perdeu tempo para querer conhecer o balneário que recebe turistas de todos os lugares do mundo. Mesmo sem espaço na faixa de areia, com os acessos destruídos ou interditados, Hijazi desafiou a natureza. “Gosto de praticar esportes e sempre estou me exercitando. Estou aqui há apenas dois meses e não quero perder tempo. Passei pela rampa interditada com cuidado, porque sou desportista e estou pronto para me defender em caso de desabamento”, comentou o comerciante.

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