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Responsabilidade com o ambiente: BRDE aposta no incentivo aos negócios verdes

Case do programa PCS (Produção e Consumo Sustentáveis) lidera ranking, com investimentos de R$ 456 milhões

Alessandra Cavalheiro
Florianópolis
12/09/2017 às 10H08

Superintendente do BRDE, Nelson Ronnie - Foto/Divulgação BRDE
Superintendente do BRDE, Nelson Ronnie - Foto/Divulgação BRDE



Em uma velocidade que avança rapidamente, os investimentos com base em responsabilidade socioambiental mostram-se rentáveis, por agregarem valores mais amplos. Desde que o conceito de sustentabilidade ganhou força nos países desenvolvidos, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE começou a integrar este princípio a sua missão.

Hoje, pode-se constatar mudanças inéditas na realidade de grandes empreendimentos, graças a este trabalho voltado para a economia verde. Chancelado no mês de julho deste ano como o maior investidor ambiental da Região Sul, segundo a 24ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia, o BRDE, com o case do programa Produção e Consumo Sustentáveis – BRDE PCS – lidera o ranking, com investimentos de R$ 456 milhões. A conquista vem do viés sustentável no fomento a projetos de geração de energias limpas e de eficiência energética, com R$ 338,3 milhões investidos na região do Extremo Sul do Brasil.

 

Identificando as necessidades

“O PCS surgiu dentro do BRDE como ferramenta para identificar a demanda de financiamentos a projetos que tenham um viés de sustentabilidade e dar a eles prioridade, e também agrupar iniciativas que o Banco já  vinha executando”, declara o superintendente do Banco, Nelson Ronnie. “É o caso do programa BRDE Energia, hoje integrante do BRDE PCS. O banco é um dos maiores financiadores de energias renováveis da região Sul”, informa. Foram mais de R$ 2 bilhões em financiamentos a projetos de energias renováveis de 2006 a 2016. Nos últimos dez anos, foram R$ 840 milhões em crédito concedido para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e CGHs, além de projetos de geração a partir de biomassa, só em Santa Catarina.

 

Os subprogramas do PCS

 O programa BRDE PCS viabiliza empreendimentos nas áreas do agronegócio, indústria, comércio e serviços e está estruturado em cinco subprogramas integrados:

 

Energias Limpas e Renováveis

Uso Racional e Eficiente da Água

Gestão de Resíduos e Reciclagem

Agronegócio Sustentável

Cidades Sustentáveis

 

O BRDE

O BRDE tem uma carteira de crédito em torno de R$ 15,0 bilhões. São mais de 35.000 clientes ativos em 95% dos municípios e mais de 90% dos contratos com MPMEs e produtores rurais. O Banco apoia os setores de infraestrutura, indústria, comércio, serviços, agricultura empresarial, agricultura familiar e inovação.

 

As vantagens da economia limpa

Os projetos de energia são avaliados por uma equipe altamente especializada no Banco, e ganham tramitação prioritária. “De acordo com a análise econômico-financeira do investidor, o BRDE concede o maior prazo de pagamento viável. Em cada projeto também é analisado o spread de risco, que leva em conta não somente aspectos quantitativos, mas também aspectos qualitativos, tal como a questão da sustentabilidade”, explica Ronnie. Os itens financiáveis são definidos pela fonte primária de financiamento, sem ingerência do BRDE. Mas o Banco poderá, no futuro, incluir novos eixos para se somarem aos cinco atuais. Isso dependerá da demanda e  da disponibilidades de linhas de financiamento.

SC na perspectiva internacional

Em função da experiência e do volume de projetos, o BRDE tem sido procurado por diversos organismos internacionais que querem aplicar recursos em projetos “verdes”. A diretoria do BRDE autorizou o prosseguimento de tratativas com alguns deles, e uma especificamente encontra-se em estágio avançado (AFD -  Agência Francesa de Desenvolvimento), quando então poderá ser divulgada a parceria, com mais detalhes.

 

Preservar a natureza é um bom negócio

Alguns segmentos de mercado, especialmente os exportadores, já não têm alternativa. Ser ambientalmente correto é a única forma de fazer negócios. “O mercado internacional exige isso”, lembra Ronnie. Para os que estão pensando em se internacionalizar, é uma condição básica. A sustentabilidade já não é mais uma moda. É um diferencial competitivo. “A sobrevivência das empresas está atrelada à sustentabilidade. Já não se pode falar de uma excluindo a outra”, esclarece o superintendente.

O BRDE foi o primeiro banco de fomento a exigir licença ambiental para aprovação de financiamentos, antes mesmo de a legislação exigir. Isso mostra que a sustentabilidade é uma prioridade para o banco, que sempre incentivou empreendimentos  sustentáveis.  “Ao oferecer condições diferenciadas para os financiamentos de projetos sustentáveis, esperamos mostrar ao empreendedor que suas iniciativas são valorizadas, e que eles têm no BRDE um parceiro”, afirma Ronnie.

 

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