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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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Jornalistas e magistrados discutem o processo eleitoral em simpósio na Capital

Simpósio Judiciário e Imprensa levantou temas como o uso das redes sociais e a linguagem jurídica

Letícia Mathias
Florianópolis
Rosane Lima/ND
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Jornalistas do Grupo RIC Paulo Alceu (2ª da esq. para dir.) e Roberto Azevedo (4º) estavam entre os painelistas. Carlos Damião também participou do encontro

 

O Simpósio Judiciário e Imprensa, realizado nesta quinta-feira (23) na AMC (Associação dos Magistrados Catarinenses,) reuniu jornalistas, magistrados e comunidade para discutir as eleições e responsabilidade dos profissionais de comunicação e da Justiça durante o processo eleitoral. Com o tema “Justiça e Imprensa – Convergência pela Democracia”, os participantes puderam interagir com os palestrantes e painelistas. A primeira palestra ministrada pelo presidente do TRE/SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina), desembargador Luiz Cézar Medeiros, tratou da importância da imprensa na cobertura das eleições.

Segundo Medeiros a imprensa é fundamental para credibilidade da justiça eleitoral, pois são os meios de comunicação que transmitem as informações ao grande público. Em contrapartida o desembargador ressaltou que a justiça eleitoral precisa ter transparência e não sonegar informações ao público. “Todos os processos eleitorais devem ser públicos, acessíveis. O sigilo deve ser exceção, isso é importante para que as informações repassadas sejam fidedignas”, alertou.

Os termos jurídicos também discutidos. O apelo é para que as informações sejam repassadas de maneira mais clara e acessível, deixando o “juridiquês” de lado. Segundo os painelistas é preciso aproximar a magistratura da sociedade, pois muitas vezes não há compreensão completa de determinados assuntos por causa da linguagem utilizada.

As redes sociais e a propaganda eleitoral na internet, novidade nas eleições deste ano, gerou comentários durante todo o simpósio. Os jornalistas criticaram a maneira como os candidatos estão usando a internet e a maioria não crê que as redes sociais terão resultado significativo na eleição do modo como está sendo feito.

De acordo com o juiz do TJ/SC, Fernando de Castro Farias, a preservação da candidatura merece mais atenção da justiça eleitoral, pois alguns candidatos podem ser vítimas de comentários negativos sem identificação e isso pode comprometer a campanha antes que a justiça consiga agir. Para o juiz Rodrigo Tolentino de Carvalho Collaço é um desafio, há regulamentação, mas segundo ele a situação nas redes ainda está incontrolável.

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