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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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JAC lança T6 e aposta no tamanho para ingressar no concorrido segmento SUV

Conectividade e preço são outros atrativos do modelo, apresentado à imprensa em São Paulo

Altair Magagnin Junior
Florianópolis

O JAC T6 é a aposta de estreia da montadora chinesa no mercado SUV (Sport UtilityVehiche). Em momento de forte concorrência entre os compactos deste segmento, liderado pelo Ford EcoSport e com estreantes como Honda HR-V, Jeep Renegade e Peugeot 2008, além da nova versão do Renault Duster, o T6 se posiciona nesta mesma faixa de preço, R$ 70 mil, mas pretende brigar com SUV’s maiores como Hyundai Tucson, Hyundai ix35, Kia Sportage e Honda CR-V. Com 4,47 m de comprimento e 1,84 m de largura, as medidas são um diferencial, aliado ao acabamento refinado e ao preço competitivo. O veículo é importado.

Divulgação
Desenho foi desenvolvido no centro de design em Turim, na Itália

 

Lançado no Salão do Automóvel de São Paulo em 2014 e apresentado oficialmente aos jornalistas na terça-feira, dia 14, o modelo de entrada parte de R$ 69.990. Dois pacotes com opcionais estão disponíveis. O Pack 1 inclui barras longitudinais no teto, retrovisores na cor da carroceria e com rebatimento elétrico, além de maçanetas e frisos laterais cromados, por R$ 71.990. O Pack 2 inclui ainda câmera de ré e kit multimídia com mirror link, por R$ 75.670.

Durante o test drive, entre a sede da montadora, na capital paulista, e a cidade de Itu (SP), o motor se mostrou como um dos pontos que deixaram a desejar. Trata-se de um 2.0 16V VVT JetFlex. Este propulsor gera 155 cv quando abastecido com gasolina e 160 cv com etanol, ambos a 6.000 rpm. Assim como todos os modelos da JAC equipados com o sistema JetFlex, não utiliza o tanquinho de gasolina para as partidas a frio, devido a um sistema de pré-aquecimento do combustível – neste caso, o etanol – e que elimina a necessidade de executar a partida com gasolina do reservatório extra.

Ferramenta auxiliar na redução de gastos com combustíveis, o T6 conta, no centro do velocímetro, com um indicador que mostra a marcha que está engrenada e sinaliza o melhor momento de trocá-la, tanto acima quanto abaixo. Esse conjunto é assessorado por uma caixa de câmbio manual de 5 marchas, com tração dianteira.

A suspensão independente, aliada a altura do solo, de 21 cm, garantem estabilidade ao T6. Durante a fase de testes, o modelo rodou quase 1 milhão de quilômetros por todo tipo de terreno em estradas brasileiras antes de chegar ao acerto final de carga de molas e amortecedores. O conjunto de freios traz discos nas quatro rodas com ABS e EBD. As rodas são de liga leve aro 17 polegadas, calçando pneus 225/60 R17.

Celular pode ser espelhado em tela no painel

A possibilidade de conectar, espelhar e operar as funções de smartphones e tablets por meio do touchscreen da tela HD de 7 polegadas, disposta no centro do painel, é o atrativo de conectividade do T6. Com essa flexibilidade é possível operar aplicativos de trânsito como o Waze, verificar e-mails ou acessar redes sociais, diretamente do painel do carro. Essa conveniência está disponível na versão de topo.

Divulgação
Na versão de topo, mirror link permite acessar aplicativos

 

Equipado com outros itens de comodidade, o T6 vem com vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico, sendo que os retrovisores podem ser rebatidos com o toque em uma tecla – opcional. Os quebra-sóis oferecem espelhos e luzes de cortesia. A lista de itens de conveniência e segurança prossegue com travamento automático das portas a 15 km/h, sensor de estacionamento com câmera de ré (direcionável de acordo com o ângulo de esterçamento das rodas dianteiras) e volante multifunções com regulagem de altura.

Medidas do governo atrapalham montadoras

As dificuldades enfrentadas pelas montadoras foram retratadas pelo presidente da JAC no Brasil, Sérgio Habib, durante o lançamento do T6. Conforme o executivo, as medidas protecionistas adotadas pelo governo federal prejudicam e espantam a instalação de fábricas. Outro obstáculo é a conjuntura econômica do país, com a moeda desvalorizada em relação ao dólar e a alta alíquota para a importação. “O dólar alto não é tanto um problema, é até bom para as exportações. Mas, os impostos sobre a importação trazem muitos prejuízos. Nesse cenário, não conseguiremos exportar produtos industrializados”, ponderou.

Neste cenário, Habib prevê demora de até dez anos para o mercado retomar o fôlego. A estimativa para 2015 é de 18% de queda nas vendas de carros novos. Em 2014 a retração foi consolidada em 7%, com 2,7 milhões de unidades vendidas.

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