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Empresa de Itajaí aproveita luz solar para reduzir custos com energia

Itazem implantou sistema fotovoltaico e já planeja novas iniciativas sustentáveis

Alessandra Cavalheiro
Florianópolis
27/09/2017 às 11H06

Painéis estão conectados a inversor em processo de energia fotovoltaica - Foto/Divulgação
Painéis estão conectados a inversor em processo de energia fotovoltaico - Foto/Divulgação

A luz do sol pode significar muito mais do que calor e belas imagens da natureza. A empresa Itazem, de Itajaí, que executa serviços de armazenamento e movimentação de mercadorias, decidiu aproveitar esta luz para melhorar sua economia e já contabiliza os lucros da iniciativa. Enquanto isso, o ambiente agradece e a ideia é prosseguir com os projetos sustentáveis.

Lembra o administrador Júlio Cesar D’Ávila que em 2016 a empresa começou a buscar um projeto para transformar a luz solar em energia, pesquisando as tecnologias na Alemanha. “Em outubro de 2016 começamos a implantação. Foi um processo trabalhoso, de engenharia, mas valeu a pena”, lembra D’Ávila. Segundo ele, antes, a empresa consumia cerca e R$ 200 mil em energia por mês. Hoje, cerca de um terço dessa energia é gerada pela empresa, com uma redução de R$ 70 mil em custos mensais com energia.

A Itazem tem uma estrutura de 600 tomadas reefers, 10.000 m2 de galpão, espaço para 1.200 contêineres. Nesse projeto a empresa instalou um sistema de energia solar fotovoltaico com 4.394 painéis, que pode gerar por dia (mínimo) cerca de 4.394 Kwh, em uma área de terreno de 15 mil/m2 pertencente ao complexo logístico do grupo, objetivando reduzir os custos com energia elétrica. O custo total do projeto foi R$ 6,2 milhões, sendo que o financiamento feito por meio da parceria com o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) foi de R$ 3,8 milhões. Parte do sistema é composto por itens importados, como os painéis fotovoltaicos, que não podem ser financiados com recursos do BNDES. Isso demandou que a empresa usasse recursos próprios para o projeto.

“O Programa BRDE ENERGIA tem obtido um grande aceitação pelos empresários, conforme se observa pelos números expressivos alcançados nos últimos anos”, lembra o superintendente do BRDE, Nelson Ronnie dos Santos. Desde sua criação até o fim de 2016, o programa financiou R$ 338 milhões em projetos de energias renováveis.

“Entretanto, a nova fronteira a ser desbravada são os projetos focados em geração distribuída e latente, porque existe uma demanda reprimida nesse segmento, mas muitos empreendedores ainda têm dúvidas sobre a efetividade da economia gerada por esses investimentos e/ou sobre as tecnologias utilizadas”, diz Ronnie.

Acompanhamento em tempo real

Os painéis solares são conectados uns aos outros e então conectados no seu Inversor Solar. O sistema é ligado à rede elétrica e, quando há excedente, o devolve à rede elétrica da empresa distribuidora de energia (Celesc) em troca de créditos que podem ser utilizados para gerar descontos na fatura de energia.

Para facilitar o gerenciamento da energia gerada, a empresa Itazem utiliza um sistema de monitoramento que coleta dados das medições em tempo real da geração de energia e consolida as informações, permitindo avaliar o desempenho da planta instalada por um portal na internet.

Experiência demonstra vantagens de projetos sustentáveis

“Procuramos o BRDE e encontramos esta parceria, que foi extremamente importante para o sucesso do projeto”, afirma o administrador Júlio César D’Ávila. Segundo ele, a Itazem ainda planeja um novo projeto de geração de energia para os próximos meses, buscando mais recursos nacionais para isso. “A participação do Banco é extremamente importante na empresa desde 2006. Somos eternamente gratos e temos uma relação de fidelidade com o Banco, que é muito sério e nos oferece grande segurança para executar projetos mais sustentáveis”, declarou o empresário Júlio César D’Ávila.

“O projeto da Itazem é muito importante, tem o ‘efeito demonstração’, ou seja, que os resultados alcançados pelos primeiros projetos, possam ser o grande diferencial de convencimento para esse tipo de projeto em outras empresas e outros segmentos”, afirma Ronnie.

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