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Quinta-Feira, 13 de Dezembro de 2018
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Elson Manoel Pereira quer investir na capacidade de planejamento em Florianópolis

Candidato do PSOL concedeu entrevista ao Notícias do Dia na quarta-feira

Redação ND
Florianópolis

Elson Manoel Pereira (PSOL) disputa a primeira eleição. Se falta experiência no campo político, so­bra em planejamento urbano. O professor da Universidade Federal de Santa Catarina pretende fortalecer a capacidade de planejamento de Floria­nópolis. Quer investir em projetos integrados e pensados, não em medidas paliativas. Elson foi o terceiro candidato a pre­feito da Capital ouvido pelo Grupo RIC, por meio do Jornal do Meio-Dia e do jornal Notícias do Dia

Candidatura

Não é uma questão pessoal. O partido é coletivo. A minha pessoa incorporou alguns princípios que o partido visa para a cidade. Minha atuação em plane­jamento urbano acabou aliando no que o PSOL pensa para Florianópolis nessa área. Temos que democratizar a administração pública, tanto no acesso à informação, quan­to na participação da população na gestão.

Planejamento

Não foi o PSOL que pautou o debate, foi a própria população. As pessoas veem a cida­de se degradar, os contornos sendo desca­racterizados. Estamos no limite. Logo, nos primeiros meses de governo, temos que abrir concurso público para o IPUF. Acabei de voltar de Curitiba. O IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano) tem 400 pessoas pensando a cidade diuturnamente. Se as coisas não são articuladas desde o iní­cio, o que era solução passa a ser problema. Foram feitos os viadutos, mas se precisar colocar calhas exclusivas para ônibus, o que fazer? Arrancar os viadutos prontos?

Decadência do IPUF

A impressão que se tem é que foi uma op­ção da atual administração. Ela abdicou do planejamento a longo prazo para priorizar obras sem visão de conjunto. Por mais que muitas ações do IPUF sejam questionadas, o órgão precisa ser equipado com novos profissionais, como engenheiros de tráfe­go. Hoje, temos dois setores que cuidam do trânsito, mas que não se conversam. A cida­de caminha para o caos.

Projetos

Os projetos só resolvem o problema se fo­rem integrados. Quando se faz uma unida­de de saúde, tem que ser no centro da re­gião atendida. Na Trindade, por exemplo, o terminal de ônibus foi construído longe das pessoas. Hoje, pensamos a cidade seto­rialmente, mas as políticas públicas neces­sitam ser desenvolvidas para a sociedade. Criar um centro do idoso acaba tirando ele do convívio com as outras pessoas. A ideia é criar uma cidade integrada, intersocial e com mais cidadania.

Governo

O PSOL ainda não esteve em um cargo exe­cutivo, mas mostra outra possibilidade de fazer política. Temos que retomar o plane­jamento. Falta visão de mundo. Essa visão é o que determina a qualidade de vida, não o dinheiro. Mais importante do que fazer pro­jetos é ter princípios definidos. Ao longo do caminho, todas as propostas surgirão des­tes princípios. Às vezes se faz uma cidade melhor, com pouco dinheiro. Florianópolis arrecada R$ 48 milhões com IPVA e investe em viadutos, que privilegiam os carros. Não se resolve o problema de congestionamento alargando vias, é preciso investir no trans­porte de massa de qualidade.

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