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CGH Aparecida faz a diferença no Oeste de Santa Catarina

Central de Geração Hidráulica na região de Chapecó agrega renda aos moradores das proximidades da usina

Alessandra Cavalheiro
Florianópolis
06/12/2017 às 16H51

CGH Aparecida está na margem do Rio Pesqueiro, Jardinópolis/SC. A obra se localiza a cerca de 80 km Chapecó - Fotos/Divulgação Brasil Sul Energia
CGH Aparecida está na margem do Rio Pesqueiro, Jardinópolis/SC. A obra está a cerca de 80 km de Chapecó - Divulgação/Brasil Sul Energia


Santa Catarina coleciona casos de sucesso em projetos de energia hídrica, devido à visão de parceiros que têm investido de forma certeira nas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) e CGHs (Centrais de Geração Hidráulica). O potencial para a geração de energia hidrelétrica tem sido aproveitado com êxito no Estado e um dos exemplos é a CGH Aparecida, na margem esquerda do Rio Pesqueiro, município de Jardinópolis/SC. A obra se localiza a cerca de 80 km Chapecó, maior cidade da região Oeste de Santa Catarina.   

“Por se tratar de uma região com características totalmente agrícolas, o empreendimento vem a se destacar pela geração de emprego e contrapartida de impostos (ISS e ICMS) ao município, além da participação dos proprietários atingidos como sócios no empreendimento, agregando na renda dos mesmos. Além da atividade principal, geração de energia, os residentes locais lindeiros ao lago podem explorá-lo economicamente através do turismo rural e tanques rede”, observa Rousty Rolim, sócio da empresa responsável pela obra, a Brasil Sul Energia.

Um dos maiores financiadores do setor em Santa Catarina, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE apoiou o projeto. Rousty Rolim afirma que a parceria com o BRDE foi de suma importância, devido ao fato de proporcionar, por meio do financiamento, a execução do empreendimento. “A negociação transcorreu em total harmonia, devido à boa interface com a equipe e os canais de interlocução que o BRDE disponibiliza”, afirmou o empreendedor.

Benefícios diretos e indiretos

O empreendimento teve um orçamento de R$ 21.686.346,00, sendo que, destes, o BRDE financiou R$ 13 milhões para a execução das obras civis e instalações.  Com a missão de apoiar iniciativas sustentáveis, colaborando no fortalecimento da economia da Região Sul do Brasil, o BRDE já financiou 59 projetos de energia hídrica, com valores na ordem de R$ 638 milhões.

Para o gerente de operações da agência do BRDE em SC, Marcone Souza Melo, projetos como a CGH Aparecida beneficiam diretamente a região onde está inserida na fase de construção do projeto. “Em maior ou menor escala, são gerados empregos, há aquisições de alguns insumos do projeto no comércio local, e muitas vezes, são feitas melhorias no acesso à CGH que acabam por beneficiar moradores da zona rural dos municípios”, observa.

Marcone também ressalta que há geração de tributos, que posteriormente, retornam para o município onde está localizado o empreendimento. “De forma indireta, beneficia a região na medida em que todo projeto de geração de energias renováveis descentralizado melhora a matriz energética do país, com baixos impactos ambientais e reduzindo o custo da energia para quem adquirir o que for produzido pela CGH”, diz o gerente do BRDE.

A  CGH Aparecida tem potência instalada de 3,00 MW, com duas unidades geradoras de 1,5 MW do tipo francis horizontal e com garantia física de energia de 1,538 MW - Divulgação Brasil Sul Energia
A central Aparecida tem potência instalada de 3,00 MW, com duas unidades geradoras de 1,5 MW do tipo francis horizontal e com garantia física de energia de 1,538 MW - Divulgação Brasil Sul Energia

Como funciona a CGH Aparecida

A CGH Aparecida, no Rio Pesqueiro, tem sua casa de máquinas na margem esquerda do rio. A alternativa escolhida apresenta potência instalada de 3,00 MW, com duas unidades geradoras de 1,5 MW do tipo francis horizontal e com garantia física de energia de 1,538 MW, com fator de capacidade igual a 0,51. O potencial hidrelétrico do Rio Pesqueiro, no local selecionado, apresenta uma vazão natural média disponível de 19,10 m³/s e desnível bruto de 17,36m entre as estruturas de barramento e de geração. A casa de força localiza-se a aproximadamente 4,60 km a jusante do eixo da barragem, seguindo-se o custo natural do rio.

Transmissão da energia

A linha de transmissão que faz a conexão da CGH Aparecida ao Sistema Interligado Nacional parte da subestação da CGH em 23kV, circuito simples, cabo 477,0 MCM, postes de concreto armado, numa extensão de aproximadamente 25km, até a subestação Pinhalzinho, de propriedade da Celesc Distribuição. O bay de conexão em 23 kV, a ser implantado na subestação Pinhalzinho, será construído de acordo com os padrões da Celesc. A subestação elevadora é em 23 kV do tipo convencional, composta por um transformador elevador, um bay de saída e transformador de serviços auxiliares.

 

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