Publicidade
Terça-Feira, 21 de Agosto de 2018
Descrição do tempo
  • 16º C
  • 11º C

Cantora Mádam, que faz carreira nos EUA, volta à Capital onde traça novos planos de voo

Com repertório de pop eletrônico, ela lançou recentemente as faixas “Doers” e “Rise Up”

Ian Sell
Florianópolis
19/01/2018 às 17H25

A música mexe com os sentimentos mais íntimos do ser humano, da raiva ao amor, tristeza a euforia, além de proporcionar sonhos. A paulistana, que passou parte da infância e juventude em Florianópolis, Marina Maiztegui, a ‘Mádam’, resolveu seguir os seus e partiu rumo aos Estados Unidos em 2011 em busca da carreira desejada. A cantora veio visitar à Ilha nessas férias e quer mostrar o aprendizado e o repertório do seu pop eletrônico com os recentes lançamento de “Doers” e “Rise Up”, disponível nas plataformas de streaming.

Bem-formada, Marina Maiztegui, a Mádam constrói seu repertório no pop eletrônico - Flávio Tin/ND
Bem-formada, Marina Maiztegui, a Mádam constrói seu repertório no pop eletrônico - Flávio Tin/ND



Ela mora atualmente em Nova York, mas mantém a ligação com a cidade que viveu dos 11 aos 18 anos. “Foi em Floripa que comecei a estudar música, acredito que seja meu dever voltar para cá para mostrar meu trabalho. É também uma forma de agradecer à cidade pelo que sou”, explica a cantora.

Melhor versão

O interesse por música surgiu cedo, aos 11 anos começou os estudos de canto e violão. Foi uma questão natural, como define. “Apesar de todo o amor pela música não pensava nisso como carreira por não ter músicos na família. Na minha cabeça não dava para viver de música”, afirma.

“Eu comecei a compor, antes mesmo de saber que estava”, brinca Marina. “Caminhava pela casa cantando e escrevendo, porém não estava consciente disso”, conta. A artista procura passar em suas letras “a melhor versão de nós mesmos”, como define.

O pseudônimo Mádam surgiu no ano passado, como uma maneira de explorar a feminilidade, o poder da mulher. “Quero que enxerguem a mulher forte, poderosa, que luta pelos seus objetivos”, pontua.

Caminho até Boston

Aos 16 anos, Marina descobriu a Berklee College of Music, em Boston, nos Estados Unidos, considerado um dos maiores centros musicais do planeta. Fez um curso de uma semana no local e ficou encantada com a infraestrutura e professores.Em princípio era um sonho distante, uma cidade cara, além de desaprovado pelos pais.

Aos 17 anos quando já pensava em cursar psicologia ou relações internacionais, descobriu a Souza Lima – Conservatório e Faculdade de Música, em São Paulo, universidade que tinha parceria com a Berklee. Cursou música durante um ano até fazer uma audição para a faculdade americana, recebendo aprovação e uma bolsa de estudos. “Fiz o processo seletivo onde passei por testes de canto, provas de leitura e entrevistas”, conta a artista.

No palco

Rumou a Boston em 2011, aos 18 anos. “Foi um crescimento muito rápido, de um dia para o outro você está morando com a sua família e no outro precisa se virar sozinha”, relata. “Boston é um lugar com muitos jovens e muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Por mais que a Berklee fosse uma universidade com 5.000 alunos, você sentia como se aquele grupo fosse uma família”, completa. Marina se formou na Berklee em 2015.

A universidade recebe algumas vezes ao ano consagrados artistas que dividem palco e compartilham experiências com alunos e professores. Marina teve a oportunidade de se apresentar com Marcos Valle, Alejando Sanz, Susana Baca e Julio Iglesias e tocou para 10 mil pessoas na Boston University Arena.

Música como questão social

Em 2013 Marina conheceu a musicoterapia, o uso da música para o tratamento de pacientes enfermos. Trabalhou em um hospital de crianças com câncer, o Boston Children’s Hospital, em Boston, na área geriátrica com pessoas com Alzheimer e Parkinson, além do Mount Sinai Beth Israel Hospital, em Nova York, fazendo parte da equipe  de músicoterapeutas do “Louis Armstrong Center for Music and Medicine”. Também faz um trabalho com crianças prematuras.

Publicidade

1 Comentário

Publicidade
Publicidade