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Domingo, 18 de Fevereiro de 2018
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A sociedade da Grande Florianópolis, os eventos culturais e as tradições da região analisadas pelo experiente jornalista Marcos Cardoso.

  • Terminal Rodoviário Rita Maria: pombos, mosquitos e cigarro

    No Carnaval, segundo pico de turistas na Ilha após o Réveillon, não seria diferente. A rodoviária Rita Maria estava entupida de gente indo e vindo e outro tanto esperando no desembarque os ônibus que chegavam com até três horas de atraso devido o fluxo nas estradas. Fora a falta de paciência e de lugar para sentar, lá dentro as pessoas sofriam triplo ataque aéreo: pombos, mosquitos e fumaça de cigarro vindo da área externa. Aliás, é proibido fumar debaixo daquela marquise.

  • Retrô: ACI e Abrajet/SC entregam o troféu Oscar Berendt Neto 1996 no Mercado Público

    Na entrega do troféu Oscar Berendt Neto, em fevereiro de 1996, no Mercado Público: Cyro Barreto (à esq.), então presidente da ACI (Associação  Catarinense de Imprensa/Casa do Jornalista), o saudoso desfilante de fantasias e idealizador do Museu do Carnaval, Luizinho Santana, um dos homenageados; o rei Momo Hernani Hulk e Hamilton Carriço de Oliveira.

    A promoção da ACI e da Abrajet/SC (Associação Brasileira dos Jornalistas de Turismo de Santa Catarina), à época presidida por Manoel Timóteo de Oliveira, reconhecia pessoas e entidades que se destacavam no Carnaval de Florianópolis.

    Os  agraciados  eram  selecionados  por um júri de especialistas, composto  de carnavalescos de expressão e jornalistas que tradicionalmente faziam a cobertura do evento, como o próprio Oscar Berendt Neto havia sido – um dos radialistas pioneiros na transmissão do Carnaval da praça 15 de Novembro e dos clubes tradicionais pela rádio Guarujá.

    Cyro Barreto, Luizinho Santana, rei Momo Hernani Hulk e Hamilton Carriço de Oliveira - ÉDIO MELLO/DIVULGAÇÃO/ND
    FOTO: ÉDIO[...]
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  • Uma viagem de cinco horas do Sul ao Centro da Ilha

    Turista de Curitiba que veio curtir o feriadão na casa de parentes em Florianópolis foi passear no Pântano do Sul no último dia do Carnaval, mesmo com o céu nublado e a temperatura mais amena. Levou cinco horas do momento em que chegou no ponto do ônibus da praia até retornar ao Centro da cidade. Apesar de familiarizada com as filas na Ilha, ficou surpresa com a duração da viagem, a mesma daqui até a capital paranaense por terra.

  • O politicamente correto e a apropriação cultural no Carnaval

    Politicamente correto

    Diante dos discursos de ódio nos dias atuais, o politicamente correto ganhou eco contra conceitos e ações que excluem, minimizam, constrangem, ridicularizam e prejudicam grupos de pessoas, instituições e o meio ambiente. É justo e necessário, mas daí chegar ao ponto de ditar o que não se deveria usar como fantasia de Carnaval é o cúmulo da chatice. Uma caracterização por si só não é ofensiva, mas o que se faz a partir dela.

     

    Apropriação cultural

    Lembram de um recente e acalorado debate sobre apropriação cultural motivado pelo uso de um simples turbante? Pois então: o que mais se viu no Carnaval foram negros, brancos e amarelos – e todas as suas misturas – tocando tambor, usando abadás, cabelos alisados ou em dreadlocks, penas e sementes nas fantasias, numa festa de origem europeia que ganhou ritmo africano em um país de berço indígena. Todos juntos, livres e alegres, sem reivindicações. Do contrário, nem existiria Carnaval.

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