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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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O dia-a-dia de Joinville e região contado por Luiz Veríssimo.

Preso novamente um dos assassinos de dois policiais rodoviários federais em Joinville

Condenado a 34 anos de prisão pelo crime em 2001, Pedro Rodrigo estava foragido desde o ano passado

Luiz Veríssimo

Uma prisão no interior de Araquari (SC) obrigou os joinvilenses a lembrar de um dos crimes mais hediondos dos últimos 30 anos, além de forçar uma reflexão sobre o Código Penal Brasileiro. Pedro Rodrigo (“Rodrigão”) Pereira dos Santos, 41 anos, estava foragido da Penitenciária Industrial de Joinville desde o ano passando, quando conseguiu o benefício de trabalhar externamente, mesmo tendo sido condenado pela Justiça Federal a 34 anos de prisão. Na última quinta-feira (6) ele foi preso com documentação falta.

Aos 24 anos, em 13 de abril de 2001, “Rodrigão” e Valdir Saggin estavam foragidos da Justiça quando o veículo que viajavam de Curitiba para Itajaí foi interceptado na BR-101 por uma viatura da Polícia Rodoviária Federal de Pirabeiraba. Já estava escuro e eles só pararam o carro na Estrada dos Suíços, zona rural de Joinville, que (ainda) não tem asfalto e nem iluminação. Os policiais Airton Machado Borges e Rodrigo Zonta (acadêmico de Direito) acabaram mortos e suas armas roubadas. A namorada de “Rodrigão” foi a única testemunha porque ficou no carro. Saggin assassinou Zonta e ordenou Pedro Rodrigo a fazer o mesmo com o outro policial que estava de joelhos com as mãos na cabeça.

Condenação

Em 2004, a Justiça Federal realizou seu primeiro julgamento em 20 anos na sala do Tribunal do Júri de Joinville. Saggin foi condenado a 41 anos e oito meses de prisão e Pedro Rodrigo a 34 anos. Depois da sentença, Saggin retornou à Penitenciária de Florianópolis de helicóptero. Poucos meses depois, fugiu de lá caminhando pela porta da frente, segundo relato da imprensa na época. Em outubro de 2016, Saggin foi preso em Sapucaia do Sul (RS) por chefiar uma quadrilha especializada em seqüestros. Em 2017, Pedro Rodrigo estava em regime semi-aberto e fugiu da Penitenciária de Joinville.

Prisão

Em 2002, menos de um ano depois dos assassinatos, a Polícia do Paraná cercou a casa onde Saggin estava em um bairro de Curitiba. Antes de se entregar ele ficou 20 horas com duas mulheres de reféns. As imagens da prisão foram veiculadas pelos principais telejornais do país.

Exemplo

Pedro Rodrigo Pereira dos Santos recebeu permissão para trabalhar em 2014, externamente 13 anos depois do crime. O Ministério Público recorreu da decisão e o Tribunal de Justiça revogou a medida da 3ª Vara de Joinville . No ano passado ele estava com o mesmo benefício quando preferiu ampliar sua liberdade na condição de foragido. A dupla Saggin e Rodrigão não mereciam estar em uma prisão semelhante aquela descrita por Alexandre Dumas em “ O Conde de Monte Cristo”, mas pelo menos deveriam cumprir todas as suas sentenças em regime fechado.

   

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