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O dia-a-dia de Joinville e região contado por Luiz Veríssimo.

Novos donos da Busscar ônibus assumiram o ativo operacional nesta segunda-feira

Novo diretor-geral já foi definido e produção começará em 2018

Luiz Veríssimo
12/06/2017 18h00
Neste primeiro dia, nenhum funcionário esteve na abandonada e ampla fábrica da Busscar - Luiz Veríssimo/ND
Neste primeiro dia, nenhum funcionário esteve na abandonada e ampla fábrica da Busscar - Luiz Veríssimo/ND


12 de junho de 2017 será marcado na história da indústria de Joinville como o início de uma nova fase da Busscar Ônibus. Foi nesta segunda-feira que os novos donos assumiram formalmente aquela que já foi uma das duas maiores fabricante de carroceria de ônibus do Brasile que já teve mais de sete mil funcionários na década de 80. Coube a um dos acionistas, o diretor industrial da Caio Induscar, Maurício Lourenço da Cunha, abrir a porta do prédio administrativo onde por décadas pertenceu a família Nielson.

Neste primeiro dia, nenhum funcionário esteve na abandonada e ampla fábrica da Busscar. Só os seguranças terceirizados na guarita, de onde nunca saíram desde a paralisação da fábrica, há dois anos, testemunham o início da nova adminsitração. Esta semana será escolhida a empresa de recrutamento e seleção para definir a escolha dos primeiros 300 funcionários. Este processo só será iniciado pelo novo diretor-geral, Sérgio Souza, que ainda não assumiu o cargo porque está no exterior.

Maurício Lourenço da Cunha revelou à coluna nesta segunda-feira que a nova empresa “vai dar certo” porque será a soma da gestão da Caio Induscar com a competência do trabalhador joinvilense. Afinal, os ônibus da marca Busscar sempre tiveram um grande conceito graças à dedicação da mão de obra joinvilense. A produção terá início no segundo semestre de 2018, período em que a economia brasileira deverá estar recuperada e o mercado de ônibus aquecido.

Novo gestor da Busscar

Escolhido pelos próprios acionistas, o novo diretor-geral da Busscar conhece muito bem a antiga Busscar. Sérgio Souza foi seu funcionário por  25 anos. Quando saiu era gerente da Busscar Plásticos. Ele não tem data para assumir as novas funções porque ainda está no exterior, mais exatamente no México, onde já pediu demissão da filial da Marcopolo. Souza saiu da Busscar e foi trabalhar na Caio Induscar em Botucatu (SP). Há dois anos deixou a empresa para trabalhar na filial da Busscar na cidade de Pereira (Colômbia), hoje sem nenhuma relação com a empresa do Brasil. Caberá ao novo gestor definir os passos mais importantes neste início da “nova Busscar”.

Desafios

A principal missão de Sérgio Souza será adaptar a atividade industrial ao chassis “Euro 5”, um modelo que já é obrigatório no Brasil por ser menos poluente e já sendo utilizado na Europa há mais tempo. As fábricas de chassis, como Volksvagen, Volvo e Scania, só estão fornecendo este tipo de chassis, modelo que nunca foi utilizado na linha de produção da antiga Busscar.

Novos donos

Apesar da sinergia com a Caio Induscar e os acionistas serem os mesmos da montadora de Botucatu, entre eles Maurício Lourenço da Cunha, que é seu diretor industrial da Caio Induscar, foi formada uma nova empresa em Joinville, a Carbuss, com novo CNPJ. Quando os novos investidores adquiriram em leilão a marca Busscar e seu ativo operacional, em março, a previsão era de contratar 300 funcionários, número que certamente irá aumentar no segundo semestre de 2018, quando a produção de ônibus rodoviários terá início.

 

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