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O dia-a-dia de Joinville e região contado por Luiz Veríssimo.

Maior traficante pagava propina para funcionários de um porto catarinense

A suspeita da Polícia Federal é citada em reportagem sobre Luiz Carlos Rocha, que foi preso este mês

Luiz Veríssimo
16/07/2017 16h04

O maior traficante da América Latina subornava servidores públicos de Santa Catarina e funcionários do Porto de Itajaí para facilitar o “escoamento” de drogas para Europa. A suspeita da Policia Federal foi revelada na edição deste domingo do jornal O Globo. A reportagem de duas páginas registra a prisão de Luiz Carlos Rocha (Cabeça Branca) no início de julho e afirma que ele é movimentou mais de R$ 1,2 bilhão nos últimos 20 anos.

Segundo a Polícia Federal, “Cabeça Branca” pagava propina para servidores públicos de cinco estados, inclusive Santa Catarina. Há “suspeita” de que funcionários dos portos de Santos (SP) e Itajaí (SC) também recebiam para “facilitar” o escoamento da droga para Europa. Preso em Sorriso (MT) e cumprindo pena na prisão federal de Catanduvas (PR) desde 4 de julho, o traficante                   tem patrimônio calculado pela PF em US$ 100 milhões (cerca de R$ 325 milhões). Comparados com “Cabeça Branca”, Marcola e Fernandinho Beira-Mar podem ser considerados traficantes “pés de chinelo”, destaca a reportagem de O Globo.

Navegantes

O Porto de Itajaí é citado na reportagem, mas nos últimos dois anos as maiores preensões de cocaína ocorrerem no Terminal Portuário de Navegantes. Em 2016, foram três toneladas, sendo que uma das apreensões, em outubro, descobriu 1.096 kg da droga que seriam embarcadas em um container. Em janeiro de 2017, também em Navegantes, foram descobertos 370 kg que embarcariam para Bélgica.

Itapoá

Outro terminal marítimo onde a Receita Federal descobriu carga clandestina de cocaína é o de Itapoá, onde em 24 de janeiro deste ano foram apreendidos 645 kg que teriam como destino a Bélgica. Não há nenhum registro na imprensa catarinense sobre apreensão de drogas no “Porto de Itajaí”.

 

 

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