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Domingo, 16 de Dezembro de 2018
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O dia-a-dia de Joinville e região contado por Luiz Veríssimo.

Críticas à decisão da UFSC em centralizar suas aulas no Distrito Industrial

Grupo de alunos lembra da distância do Condomínio Perini e dificuldades com o transporte público

Luiz Veríssimo

A decisão da UFSC de centralizar suas operações em Joinville vem merecendo críticas por parte de um grupo de alunos. Em mensagem dirigida à coluna, eles lembram sobre dificuldades de acesso ao “Perini Business Park” durante a chamada “hora do pico”, além da distância do local onde a universidade já confirmou o contrato de locação.

Espalhada pelo bairro América em três prédios alugados, as aulas da UFSC são realizadas atualmente em locais de fácil acesso pelo transporte público  para os mais de 1.800 alunos. Um deles, localizado em um quarteirão formado também pelas ruas João Colin e Blumenau, conta com corredores de ônibus nos dois sentidos. Uma viagem até o terminal central tem duração de pouco mais de 10 minutos. O prédio da rua Prudente de Morais, que concentra a maior parte dos alunos, está bem próximos do terminal Norte.

“Eles não pensaram nos alunos, só nos professores”, afirma a mensagem, que cita uma das justificativas desta “centralização” que foi divulgada na imprensa: os professores não precisam mudar de prédio para suas aulas, já que ficarão no mesmo local. Os alunos serão obrigados a enfrentarem um dos maiores engarrafamentos da cidade no chamado “horário de pico”, aquele que se forma na rua Dona Francisca no distrito industrial.

Entre 17 e 19 horas, diariamente, o movimento é intenso devido à saída e entrada dos funcionários das dezenas de indústrias na região, entre elas as muitas que estão dentro do próprio condomínio Perini. A estreita rua Dona Francisca é o principal acesso ao Distrito Industrial e utilizada prioritariamente por empresas que contam com mais de dois mil funcionários, como Whilrpool, Embraco e Schulz.

Enquanto a UFSC gasta um valor considerável em alugueis para manter seu campus em Joinville, as obras de sua futura sede própria na BR-101 estão paralisadas há anos por falta de recursos do Ministério da Educação. O receio deste grupo de alunos é que esta “centralização” no Distrito Industrial acabe sendo “definitiva”.

   

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