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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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O dia-a-dia de Joinville e região contado por Luiz Veríssimo.

Após receber inquérito, Ministério Público deve solicitar prisão do pai do menino Jonatas

Ministério Público deve aceitar pedido de prisão preventiva de Renato Openkoski, acusado de dois crimes

Luiz Veríssimo

O Ministério Público deve pedir até o final desta semana a prisão preventiva de Renato Openkoski, pai do menino Jonatas, personagem da maior campanha comunitária já realizada em Joinville. O inquérito policial concluiu que ele é culpado e o indiciou por estelionato e apropriação indébita, mas a prisão preventiva foi justificada como forma de ele parar de pedir dinheiro (e não mais depósito no banco) para ajudar o filho, sob a alegação de que as contas bancárias estão bloqueadas.

Médico envolvido

O pedido de prisão preventiva também foi feito para o médico Danny César de Oliveira, residente em Balneário Camboriú e amigo do casal Openkoski, por ter cometido “falso” testemunho. O Ministério Público recebeu o inquérito na última sexta-feira e tem cinco dias para dar encaminhamento ao “Caso Jonatas”. Segundo uma fonte do Ministério Público, a prisão preventiva deve ser solicitada ao juiz Márcio Renê Rocha (Vara da Infância e Juventude) “nos próximos dias”.

Campanha de R$ 4 milhões

Vítima de uma doença rara no sistema respiratório (Atrofia Muscular Espinhal) e que exige um remédio importado não reconhecido pela Anvisa, Jonatas se tornou protagonista da maior campanha de arrecadação de fundos da história de Joinville aos três anos. Até personalidades da música participaram das doações, como as duplas Victor e Léo e Zezé Di Camargo e Luciano. Segundo a Polícia Civil, a campanha chegou a R$ 4 milhões até as contas bancárias em nome do casal serem bloqueadas pela Justiça.

Final do ano em Noronha

Antes do final do ano passado, muitas suspeitas surgiram nas redes sociais. Os pais estariam gastando parte do dinheiro arrecadado para benefício pessoal, como a compra de um carro de R$ 140 mil e aparelhos de celular acima de R$ 4 mil, além de jóias. Até familiares do casal postaram críticas nas redes sociais. Uma série de reportagens da RIC TV Record de Joinville revelou as denúncias e ainda um fato que causou revolta ainda maior: o Réveillon na restrita Ilha de Fernando de Noronha. Eles ficaram hospedados na pousada “Zé Maria”, a mesma que o jogador Neymar e sua namorada escolheram para comemorar a passagem de ano na mesma data. Segundo a edição online da revista “Veja”, só a ceia de um casal que é servida na noite de 31 de dezembro nesta pousada de luxo custa R$ 2.358,00. Fotos de Renato ao lado de Neymar foram publicadas na página pessoal do casal no Facebook.

Médico

Renato e Aline estiveram em Fernando de Noronha na companhia do médico Danny César de Oliveira Jumes, morador de Balneário Camboriú. Depois que a reportagem da RIC TV Record foi veiculada, Renato afirmou que a viagem a Fernando de Noronha “foi um presente” do médico, que também esteve  presente. No inquérito encaminhado ao Ministério Público, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do médico e o acusa de “falso testemunho” por ter confirmado à delegada Geórgia Bastos, presidente do inquérito, aquela estória do “presente” ao casal (R$ 10 mil) e que possibilitou a viagem. Ele também constava em uma relação de despesas do dinheiro arrecadado como recebedor de R$ 5 mil mensais pelo seu trabalho como “nutrólogo” de Jonatas.

 

 

 

  

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