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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

  • Quem é não precisa parecer ser... E quem não é, com nada o será.

    Só desejamos o que não temos, certo? O exemplo que mais costumo dar é o do sujeito que casou com a Miss Universo e uma semana depois do casamento já está espichando olho para uma vizinha lá da esquina. Vizinha sem graça, sem nada, mas... não é da posse do sujeito, logo, ele suspira por ela. Infelizmente é assim, típico dos humanos e uma característica bem acentuada nos homens, nos homenzinhos, quero dizer...

    Desembarquei no aeroporto Hercílio Luz e enquanto esperava pela minha mala, lia publicidades pelas paredes. Numa dessas publicidades, um carrão. Carro de marca famosa, potente e caro, bem acima das posses dos mundanos que esperam malas... Sobre o carrão da publicidade havia uma frase. Frase psicológica dos publicitários, caras que conhecem bem os valores humanos mais rasteiros. A frase que encimava o carrão dizia: - “Vai ser difícil fingir que não viu”!

    O que significa essa frase? Significa o que hipnotiza e aguça os desejos da maioria de cabeça[...]

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  • Nossa cabeça é nossa saúde ou nossas enfermidades

    Reli uma história e lembrei de um aforismo conhecidíssimo, aquele que diz que - panela em que muitos mexem não dá bom caldo. A história a que me refiro é um fato. Estava num dos meus tantos livros de A Arte da Cura.

    Conta a história de um almoço familiar, daqueles almoços que começam a ser preparados cedo pela manhã, tudo para sair um baita almoço e fazer as pessoas pedir mais um pouco. Dentre os pratos, havia bolinhos de batata feitos por uma  “cozinheira” especial, uma vizinha convidada. Era a família reunida e mais os vizinhos da casa ao lado.

    Almoço servido, um estalo na língua de todos. Uma gostosura, todos comeram até se lamber, como se diz nos botecos. Passado um certo tempo, todos já com palito na boca, uma filha mais velha da vizinha convidada para o almoço pediu a receita do bolinho de batata. A dona da casa deu a receita e... Deu um alvoroço na mesa.

    Acontece que o filho mais velho da dona da casa, tinha uma ojeriza doentia, uma reação[...]

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  • Ela disse "Estou cometendo outra vez os erros que já cometi"...e fisgou minha atenção.

    - Prates, tu vês A Fazenda, na Record? – Vejo e tenho uma razão muito forte para ver. A razão é loira e se chama Ana Paula, a Aninha é um tipo de mulher zangada de que gosto, gosto na tevê, nos filmes, bem entendido.

    Conheci a Ana Paula no BBB da Globo. Ela foi o BBB por inteiro, um show. Agora está n’A Fazenda. E dia destes ela deu uma entrevista e fez uma frase que me traz à esta conversa com você.

    Aninha, que vive encrencada nos programas de que participa, disse que está, outra vez, cometendo erros que ela já cometeu no passado. Erros nos relacionamentos com os parceiros de programa. Essa frase da Aninha é interessante e me fez vir até aqui.

    Quando a Ana diz que “Estou cometendo outra vez os erros que já cometi”, ela está dizendo uma verdade humana irretocável. Vivo repetindo aqui, nas palestras, no rádio, na tevê, nas esquinas, que somos “moldados” na primeira infância para ser o que somos hoje. Os “velhos” que nos educaram, pai, mãe,[...]

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  • “No muito saber está a angústia”: saber faz sofrer e isola

    Há pouco estava lendo e lendo... procurando assunto para chegar até você. Achei. Acho que achei. Num dos jornais das minhas “refeições” diárias encontrei uma pequena discussão sobre “a solidão do conhecimento”, uma espécie de mensagem do dia.

    Essa solidão do conhecimento pode ser definida assim: o marido, por exemplo, tem uma cabeça arejada, bons conhecimentos, um cara com boa conversa e que ninguém distrai ou passa para trás com conversas insossas, sem base nem classe. Já a mulher dele, coitada! Uma cabecinha de vento. Ou, então, o contrário, ela, a esposa, lá em cima e o cara lá embaixo, muito preocupado com seus joguinhos eletrônicos ou com a escalação do time dele para o final de semana... Essa relação não vai dar certo. O marido viverá uma “solidão do conhecimento”, não terá parceira. Ou, como já disse, pode ser o caso dela, não ter parceiro.

    Mas se os dois tiverem cabeças afinadas na mesma frequência, gostos comuns, de boa[...]

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