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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

  • A felicidade não pode estar “lá” e “então” se nós estamos aqui e agora

    O livro tem 700 páginas, já o li umas quatro ou cinco vezes. Um livro atual e formidável, escrito por Napoleon Hill, americano, um dos pioneiros da autoajuda que hoje anda por aí em “linha de montagem”, copiado e recopiado por muitos. De que livro falo? “A Lei do Triunfo”.

    Relendo uma frase, um dia sublinhada nesse livro, lembrei de outra que se me afigura muito comum e verdadeira. A frase sublinhada dizia assim: - “Não é preciso procurar muito longe a oportunidade, podemos encontrá-la no lugar onde nos encontramos”. Incontestável, mas... muita gente pisca os olhos e diz que não é bem assim. São os desanimados do fracasso.

    Essa frase do Napoleon Hill faz lembrar a velha história do lugar onde mora a felicidade: para a maioria, ela mora sempre lá e então, isto é, lá, em outro lugar, e então, em outro momento. Quem pensar assim vai sempre ser uma pessoa infeliz. A felicidade não pode estar “lá” e “então” se nós estamos aqui e agora. Ou a[...]

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  • E ele disse: “Quem gosta de pobreza é intelectual, o povo gosta de luxo”

    Já foi dito que a pior imitação é a imitação de nós mesmos. Pobre da pessoa que não tenha alguém a imitar, a seguir os passos. Essa imitação costuma ser comum na juventude. Também é bom lembrar que há dentro de nós uma pequena multidão, multidão formada pelas pessoas que nos cruzaram pela vida e nos deixaram impressões. Não nos damos conta, mas é a mais sacrossanta das verdades, somos uma multidão. E ao meio dessa multidão, destacam-se as impressões que nos ficaram das pessoas que mais impressivamente nos rodearam na infância.

    Acabei de ver uma tirinha humorística num jornal de São Paulo e fiquei pensativo: humm, isso é um passo atrás! Já conto. Antes preciso dizer que no passado era muito comum um jovem iniciar-se no jornalismo, por exemplo, tendo uma figura ídolo a seguir os passos, a imitar abertamente, um locutor, mais das vezes. Essa pessoa “imitada” era um exemplo, provocava admiração, era alguém que estava “lá em cima”, ninguém[...]

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  • Não existe um único e miserável internauta que não seja um deslavado mentiroso

    Eu já me tinha prometido dar um tchau definitivo a ele, já estive tantas e tantas vezes com ele que o conheço de cor... O sujeito é muito especial, volta e meio o procuro, quero ouvi-lo, faz-me bem. Ah, sim, estou me referindo ao O Pequeno Príncipe, gurizinho esperto, sapeca mesmo. Frequentemente vou até à estante e o encontro dentro do livro...

    Antes de mais uma vez falar do Principezinho, quero-lhe fazer uma pergunta, a você, se for homem. Lá vai: - Faz de conta que uma mulher lindíssima, inteligente, sensível, uma mulher de caráter especial, rara mesmo, estivesse querendo namorar com você, mas... Ela vive numa favela, é muito pobre, roupas quase andrajosas... você aceitaria namorar com ela?

    Faço agora a mesma pergunta a você, mulher. Um homem com as mesmas características da mulher acima citada desejando namorar com você, você aceitaria esse sem eira nem beira?

    Foi isso o que o “Principezinho” me fez pensar. Fui visitá-lo na estante, abri-o numa[...]

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  • A solidão “coletiva” que faz sofrer e adoecer

    Muito difícil encontrar alguém que pense igual a nós, que pense na frequência de uma sintonia de percepções, não de gostos mundanos ou bobagens da moda... Vem daí que é quase impossível o casamento de almas gêmeas. O que mais há é junção de corpos, não de “casamentos” no sentido universal da palavra.

    Acabo de ler a declaração de um médico e fechei com ele. Maioria dos médicos, ou por estupidez ou por ignorância, evitam o humanismo em seus pacientes e tratamentos, não incluem a Psicologia no cuidado de quem os procuram.

    O tal médico de que falo concedeu entrevista a um jornal de São Paulo e disse exatamente o seguinte: - “O desamparo da solidão coletiva, a falta de uma pessoa para compartilhar nossos medos e dúvidas são fatores que favorecem o sofrimento mental e o consumo de álcool e drogas que, por sua vez, eleva o risco de ansiedade e depressão”.

    Jesus, quantas vezes já disse isso aqui? Ninguém tem três amigos, por exemplo. Vivo[...]

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