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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

  • "O inferno é um fim de semana sem fim", disse o poeta...

    A história que vou contar envolve um jornalista, veterano, um sabe-tudo das redações... Foi meu colega numa empresa de Porto Alegre. Ele estava em casa e agora foi chamado para escrever uma coluna às segundas-feiras num determinado veículo da capital gaúcha.

    Meu amigo jornalista, imagino, querendo ser bem-humorado, engraçado mesmo, escreveu na primeira coluna que era difícil ser competente e ter leitores começando numa segunda-feira, logo numa segunda-feira, um dia azedo, antipático, disse ele. E por aí foi, bem-humorado, mas... dando chineladas na segunda-feira.

    Por que ele fez isso? Imagino que para ser leve, engraçado, afinal, parece mesmo que meio-mundo odeia as segundas-feiras. E é aqui que está o ponto que me traz à esta tertúlia.

    Sei de há muito que a segunda-feira é o dia dos infartos, as cardioclínicas sabem disso, nunca se enfarta tanto quanto nas segundas-feiras de manhã. Por que, repito a pergunta, por quê?

    Quantas pessoas você conhece,[...]

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  • Os pobretões da cabeça são os verdadeiros e piores pobretões...

    Esse título – ficar rico – é uma grande isca para muitíssimas pessoas, não para todas. Ficar rico é o que a maioria deseja, nem todos, porém, querem pagar o preço dessa possível riqueza. Possível, garantida jamais. Estranha verdade, mas muita gente dá de ombros para ficar rico. Pessoas que não veem nessa riqueza possível um atrativo que as mobilize na vida. Talvez sejam as mais felizes, talvez. Vou dizer a que venho, com licença.

    Riqueza é uma palavra elástica, serve para muitas conquistas humanas e estou mesmo disposto a dizer que a melhor, ou as melhores riquezas, não nos vêm do dinheiro. E toda vez que digo isso, lembro das meninas ginastas olímpicas. Passam milhares de horas de suas infâncias em treinamentos de altíssimos sacrifícios, de dores, quedas, desafios e... levantam e voltam aos treinos. Na cabecinha arejada delas a visão é a do pódio, da conquista, da vitória delas sobre elas mesmas. Aí está um tipo de pensamento rico e uma vida[...]

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  • E de repente ela disse " Ai, que vontade de sumir "

    Já disse aqui que não sei se por ser jornalista, psicólogo ou bisbilhoteiro costumo prestar muita atenção às pessoas falando. É um mau negócio para a paz de espírito, mas só nesses casos da paz de espírito.

    Ontem, enquanto fazíamos um cafezinho descer pelo vale do prazer, uma amiga suspirou uma frase que me fez engasgar. Antes de pousar a xícara, ela balbuciou: - “Ai, que vontade sumir”!

    Ouvi a frase como: - “Ai que vontade de fugir”! Para mim, mesma coisa. Ouvi e não disse nada, o tempo de um cafezinho é muito curto. Deixei passar, mas... fiquei com a frase: - “Ai, que vontade de sumir”!

    Saí pensando: muitíssimos de nós gostaríamos de “dar no pé” para qualquer lugar, quanto mais longe melhor. Mas por que, qual o sentido dessa viagem/fuga/sumiço? Encrencas, aborrecimentos, enjoos, marasmos, nojo... Do quê? De tudo ou de algo muito especial e mais das vezes não conscientizado. Aí é que está o perigo, não saber exatamente do que[...]

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  • Por que nos é tão difícil ter saúde e viver feliz?

    Por que nos é tão difícil ter saúde e viver feliz? Duas razões básicas: temos medos e temos desejos. Os medos nos travam, assustam, inquietam, fazem bater mais forte o coração, saturam os órgãos de hormônios indevidos e... disso resultam as doenças, as quedas da imunidade, nossas defesas naturais. Do mesmo modo, os desejos nos tiram o sono, aumentam as ansiedades e produzem grandes medos, dúvidas. E o pior dos medos é o da felicidade, ainda que pareça estranho.

    Faço estas divagações manuseando um livro “seboso” de que faço uso constantemente, de onde tiro fundas reflexões para mim e para os amigos. O livro é aquele, o – “Quem Ama não Adoece”, uma “bíblia” das origens emocionais das nossas moléstias físicas.

    Nesse livro, à página 21, lê-se: - “Os psicóticos, os loucos de hospícios e até mesmo os neuróticos graves dificilmente contraem alguma doença orgânica. Os loucos parecem ter saúde de ferro: em nossos hospícios, muitas[...]

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