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Sábado, 16 de Fevereiro de 2019
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

  • “Credo, Prates, que coisa horrível de dizer”

    A maioria que anda por aí não devia ter nascido. – “Credo, Prates, que coisa horrível de dizer”. Não inventei a frase, leitora, apenas concordo com ela. Agora, não pense que são os iletrados, os pobres de dinheiro ou os feios... não, nada disso, quem mais não devia ter nascido são os metidos, gente que se acha, que pensa que é alguma coisa. Quem mais pensa que é, não é... como muitos doutores, ricaços e as multidões de bobos existenciais que pensam que enganam. Mas vamos deixá-los de lado, faz-se tarde e o espaço diminui.

    Das minhas leituras infanto-juvenis ficou-me de modo marcante um padre, o jesuíta Baltazar Gracian, (1601-1658), autor do livro A Arte da Prudência, livro esplêndido sobre os seres humanos e seus valores. Gracian, aliás, era um “subversivo” para os ditames da Igreja, mas ele nem aí, sabia que a verdade era o passaporte para o céu, posto que a verdade seja execrada pela maioria que anda por aí... E antes de ir adiante, deixe-me[...]

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  • “Desespero é o preço que se paga ao se dar um objetivo impossível”

    Quando lemos ou ouvimos alguma coisa é preciso que tenhamos qualidade perceptiva para não confundir possíveis e impossíveis. E se tu me perguntares sobre o que é possível e o que é impossível, a resposta não será minha, será tua. – “Ah, Prates, esta tua conversa está muito enrolada, não estou entendendo nada...”. Tudo bem, vou abrir a janela.

    Acabei de recortar uma frase de jornal, ela agora vai para a minha caixa de sapatos. E já me disseram que faço histórias, que não tenho uma caixa de sapatos com frases, que minhas frases estão num computador, isso e mais aquilo. Garanto, estão sim numa caixa de sapatos. Mas não é o caso de discutirmos isso agora. A frase que acabou de se juntar às irmãs na caixa dizia assim: - “Desespero é o preço que se paga ao se dar um objetivo impossível”. A frase é de Graham Greene, falecido escritor britânico. E a frase me caiu no colo, vivo falando sobre possíveis e impossíveis na vida humana, e costumo citar[...]

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  • “Morro de vergonha de dizer que ainda sou virgem"

    Há quem pense que recato é dever de mulher. Antes de tudo, recato deve ser um comportamento de todos, homens e mulheres. Mas... os entupidos exigem recato, que outra coisa não é senão vergonha, pudor, que seja comportamento de mulher. Aliás, já foi dito que a “grande” mulher, para os machos impotentes, é a mulher bonita, recatada e do lar. Sendo assim, ela é supermulher.

    Estou nessa onda, leitora, porque acabo de ler um artigo num jornal de São Paulo escrito por uma conhecidíssima antropóloga, (não lhe dou o nome) ela estuda e escreve sobre mulheres. Nesse seu mais recente trabalho jornalístico, ela nos conta de comportamentos femininos que de sobejo sabemos, mas teimamos em fazer beicinho quando sobre eles ouvimos alguma coisa.

    Ela diz, por exemplo, que – “Jovens mulheres se acham totalmente liberadas, mas fingem que têm orgasmo e transam mesmo quando não estão com vontade. Elas morrem de medo de perder o namorado se disserem não”. Meto a colher no[...]

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  • “No muito saber está a angústia”: saber faz sofrer e isola

    Há pouco estava lendo e lendo... procurando assunto para chegar até você. Achei. Acho que achei. Num dos jornais das minhas “refeições” diárias encontrei uma pequena discussão sobre “a solidão do conhecimento”, uma espécie de mensagem do dia.

    Essa solidão do conhecimento pode ser definida assim: o marido, por exemplo, tem uma cabeça arejada, bons conhecimentos, um cara com boa conversa e que ninguém distrai ou passa para trás com conversas insossas, sem base nem classe. Já a mulher dele, coitada! Uma cabecinha de vento. Ou, então, o contrário, ela, a esposa, lá em cima e o cara lá embaixo, muito preocupado com seus joguinhos eletrônicos ou com a escalação do time dele para o final de semana... Essa relação não vai dar certo. O marido viverá uma “solidão do conhecimento”, não terá parceira. Ou, como já disse, pode ser o caso dela, não ter parceiro.

    Mas se os dois tiverem cabeças afinadas na mesma frequência, gostos comuns, de boa[...]

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