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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

  • "O inferno é um fim de semana sem fim", disse o poeta...

    A história que vou contar envolve um jornalista, veterano, um sabe-tudo das redações... Foi meu colega numa empresa de Porto Alegre. Ele estava em casa e agora foi chamado para escrever uma coluna às segundas-feiras num determinado veículo da capital gaúcha.

    Meu amigo jornalista, imagino, querendo ser bem-humorado, engraçado mesmo, escreveu na primeira coluna que era difícil ser competente e ter leitores começando numa segunda-feira, logo numa segunda-feira, um dia azedo, antipático, disse ele. E por aí foi, bem-humorado, mas... dando chineladas na segunda-feira.

    Por que ele fez isso? Imagino que para ser leve, engraçado, afinal, parece mesmo que meio-mundo odeia as segundas-feiras. E é aqui que está o ponto que me traz à esta tertúlia.

    Sei de há muito que a segunda-feira é o dia dos infartos, as cardioclínicas sabem disso, nunca se enfarta tanto quanto nas segundas-feiras de manhã. Por que, repito a pergunta, por quê?

    Quantas pessoas você conhece,[...]

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  • "Olho gordo" e inveja fazem mal... aos invejosos de plantão

    É muito bom ser odiado, invejado, provocarmos raivas espumantes em muita gente... E não é difícil. Imagino que você tenha uma profissão, um trabalho. O caminho mais curto para essas invejas, ódios silenciosos e raivas espumantes é ser um profissional dedicado, fazer tudo do melhor modo, antecipar tarefas antes que nos peçam e, mais que tudo, fazer do que não é de nossa obrigação ou responsabilidade. Dito de outro modo, ser um profissional “incansável e qualificado”. E com isso, prepare-se, vai trovejar muito sobre sua cabeça, mas... é como dizia o cronista social carioca Ibrahim Sueden: enquanto os cães ladram, a caravana passa. A sua caravana...

  • “0 homem nasce bom, a sociedade o corrompe”. Será?

    Um dia, um pacóvio disse que “o homem nasce bom, a sociedade o corrompe”. Antes de tudo, o tolo não se deu conta de que disse uma formidável estupidez, a estupidez de chamar de “homem” aos seres humanos como um todo, homens e mulheres. Negativo. Na vida há homens e mulheres, sem essa de o substantivo homem servir para os dois sexos. Só o que faltava...

    Lembrei dessa frase de o ser humano nascer bom e a sociedade transformá-lo em mau em razão de ter acabado de ler uma outra frase, tão decepcionante quanto uma fraude. Já digo dessa frase, antes vou dizer ainda que quem disse que o ser humano nasce bom e a sociedade o corrompe, ignorou que o ser humano nasce mau, nasce “ladrão”. E para resumir essa ideia, observe uma criança na primeira infância. Ela vai passando a mão em tudo, pega como se fosse dela, faz o uso que bem entender se... se não for duramente disciplinada. A criança não tem e não terá limites se não for controlada, disciplinada pela...[...]

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  • “Cordialidade com todos, intimidade com ninguém”

    Começam a aparecer filas nas calçadas... Filas para consultas com psicólogos. Psicoterapeutas americanos já detectaram uma das maiores infelicidades de todos os tempos, infelicidade criada pelo próprio ser humano. Aliás, bobagem dizer assim, afinal, qual a infelicidade que não é criada pelo próprio ser humano?

    E essa moderna infelicidade tem nome: “fadiga digital”. Multidões andam com a cabeça louca em razão do celular na palma da mão, o celular virou algemas, virou cárcere, doping... tudo em razão dos vazios existenciais. Vou lhe fazer uma pergunta, seja honesto, honesta com você mesma: - Você, neste momento, está feliz? E ontem estava feliz? Não sei qual a sua resposta, mas aposto que estava com o celular na palma da mão ou muito perto dele, certo? Diachos, se o celular o vincula a tantas pessoas, se é o seu instrumento de fazer amigos e ser feliz, por que você não está feliz? Estou imaginando que não esteja...

    Já ouvi muitos dizer que o de que[...]

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