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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

  • A pressa é inimiga da perfeição, mas também da paz de espírito e da vida saudável

    Há vários tipos de pressa na vida. Um deles, talvez o mais conhecido, seja a pressa diante de um compromisso para o qual estejamos atrasados. Se tivermos compromisso com esse compromisso, vamos correr, nos apressar. Mas esse é um tipo de pressa objetiva, que não nos ocorre a todo momento. Essa pressa não nos faz mal, mas... Há um outro tipo de “pressa” que exige seja colocada entre aspas. É a pressa pelo nada, uma pressa produzida pela ansiedade, um tipo emocional de ser. As pessoas ansiosas, logo, inseguras, vivem com pressa, vivem correndo, vivem derrubando objetos, vivem se irritando com muito pouco... Objetivamente elas não têm razão para essa pressa, para esse jeito de ser. Quem as vê a distância pode pensar que estão assim, nervosas, porque correm atrás do relógio para não se atrasar diante de algo importante. Não há nada de importante, costumeiramente, na vida dessas pessoas.

    Por que a pressa? Já disse, ou estamos atrasados diante de um[...]

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  • Esoterismo, crenças e certezas: as respostas que buscamos geralmente estão dentro de nós

    Já fiz de tudo para rejeitar minhas crenças sobre o invisível. Perdi todas as batalhas. Estive na escola marista, fiz Psicologia, a ciência da mente humana, não adiantou. Continuo crendo no sobrenatural. E antes que você me faça uma figa, digo-lhe que o invisível é tão natural quanto o visível. Meu esoterismo é feito de pedra. Pedra da fé.

    Já falei aqui sobre vida extraterrestre. Grandes cientistas espaciais renegam a possibilidade de vida extraterrestre alegando falta de condições de alguns elementos físico-químicos para que essas vidas se manifestassem, impossível vida extraterrestre, dizem os parvos. Bolas, esses seres extraterrestres estão aqui, agora, sobre nossos ombros, por exemplo, rindo de nossos atrasos...

    Acredito nos “invisíveis” da vida universal e não acredito em coincidências. Aliás, alguém já disse que coincidência é o pseudônimo de Deus quando ele não quer assinar. Perfeito.

    Por estes dias andei numa grande encruzilhada da[...]

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  • Competência tem preço: quanto vale o conhecimento que resolve problemas?

    Conta a história que um empresário tinha um problema hidráulico em sua empresa. Ouviu falar de um técnico muito competente nessa área e o chamou. O técnico chegou, usou de um martelinho, bateu aqui, bateu ali, bateu mais aqui, mais ali e parou. – “O problema está aqui”, disse o técnico. Mas o empresário ficou irritado com o preço cobrado pelo técnico: 100 dólares. – “Como é que você me cobra 100 dólares só para bater esse martelinho”? – “Desculpe-me, senhor, para bater o martelinho eu cobro 1 dólar, para saber onde bater o martelinho é que eu cobro 99 dólares”, disse o técnico. É isso, o valor da competência está no saber...

  • O azar humano de acreditar em crendices e superstições

    É isso mesmo, o ser humano não tem saída. A consciência da morte o faz um tonto existencial, o único ser vivo da terra que anda em círculos, e se achando o tal... O ser humano é o único ser vivo infeliz. De uma infelicidade que lhe resulta do que, para muitos, é o grande diferencial humano: a consciência. Antes de dizer sobre o que hoje me traz a você, deixe-me apenas relembrar que na ignorância moram todos os vícios, e que no muito saber reside todas as angústias. Não temos saída. Toda esta conversa vem de uma reportagem que acabo de ler sobre superstições. Superstições são credos estúpidos. Todos os temos, todos. Muitas vezes, nossas superstições estão disfarçadas em credos “inocentes”...

    Algumas das superstições do nosso dia-a-dia transcendem o ridículo, põem o ridículo no bolso. Crer, por exemplo, que gato preto dá azar. De onde vem isso? Vem da Idade Média, a idade das trevas. Gato preto, porque preto, era sinônimo de trevas, e[...]

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