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Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

  • Ascensão da mulher aumenta casos de divórcio lá...e aqui.

    Tenho um colega do jornalismo que tem sempre uma brincadeira na ponta da língua quando conversa com mulheres, colegas ou não. Ao ouvir delas algum queixume contra o trabalho, a começar pelo salário, esse colega costuma dizer, bem sério, que a queixa delas tem fácil solução: casar. E completa: a mulher tem essa vantagem sobre os homens, quando as coisas vão mal para elas, elas têm a saída pelo casamento, é casar e pronto, tudo resolvido... E as mulheres ao ouvirem essa “brincadeira” torcem a boca.

    Agora entro na conversa. Tenho ouvido cada vez mais e mais amigas dizer que casar nem pensar. Algumas já foram casadas e dizem que não dá, bah, está um porre aguentar os homens que andam por aí. Outras dizem isso sem terem ainda passado pelas “provas” do casamento. O que está acontecendo?

    Atrevo-me a algumas respostas. Os homens não gostam de mulheres que trabalham fora de casa, só dizem gostar os espertalhões que querem tirar nacos dos ganhos da mulher,[...]

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  • “Cordialidade com todos, intimidade com ninguém”

    Começam a aparecer filas nas calçadas... Filas para consultas com psicólogos. Psicoterapeutas americanos já detectaram uma das maiores infelicidades de todos os tempos, infelicidade criada pelo próprio ser humano. Aliás, bobagem dizer assim, afinal, qual a infelicidade que não é criada pelo próprio ser humano?

    E essa moderna infelicidade tem nome: “fadiga digital”. Multidões andam com a cabeça louca em razão do celular na palma da mão, o celular virou algemas, virou cárcere, doping... tudo em razão dos vazios existenciais. Vou lhe fazer uma pergunta, seja honesto, honesta com você mesma: - Você, neste momento, está feliz? E ontem estava feliz? Não sei qual a sua resposta, mas aposto que estava com o celular na palma da mão ou muito perto dele, certo? Diachos, se o celular o vincula a tantas pessoas, se é o seu instrumento de fazer amigos e ser feliz, por que você não está feliz? Estou imaginando que não esteja...

    Já ouvi muitos dizer que o de que[...]

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  • Nunca houve tantos infelizes, estressados, ansiosos, depressivos e suicidas como hoje.

    No muito saber está a angústia, diz o rei Salomão nos provérbios da Bíblia. De fato, quando estamos sempre ligados, sabendo de tudo, ficamos mais inquietos que felizes.

    Venho ao assunto após ter lido uma reportagem sobre alimentação, assunto que tanto lhe pode interessar muito quanto nenhum pouco. E fico feliz se o seu caso for o segundo, o das pessoas que não estão nem aí para certas preocupações.

    Para mim, não há tipo mais desagradável que o hipocondríaco, o que vive pensando em doenças e se vê adoentado a cada espirro. Não suporto esse tipo de doente mental, o hipocondríaco é um doente mental, vê o que não existe. Um porre!

    Nessa reportagem que acabei de ler sob o título de “Medicina Fast Food”, o médico fala sobre os modismos à mesa. O médico é italiano, o nome dele é secundário...

    Ele diz que no passado as pessoas, diante de um prato, diziam: gosto disso, não gosto disso. Pronto, estava decidida a parada. Hoje não, hoje os chatos[...]

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  • “Por que ficamos mais felizes quando envelhecemos”?

    Estava quieto no meu canto quando resolvi “ciscar” nos sites de jornalismo. Cisquei daqui, cisquei dali e... dei de cara com esta manchete: - “Por que ficamos mais felizes quando envelhecemos”? Discutível essa afirmação. E começo dizendo que é bom lembrar que enquanto estamos na subida da escada da vida, naquelas fases de faculdade, encontrar trabalho, casar... vivemos olhando para a frente, é quando temos mais sonhos. E sonhos são as pedras preciosas da felicidade, sem eles não passamos de biscateiros da vida.

    Já quando estamos lá em cima na escada do tempo, velhos, é tempo de fazer o “balanço geral” da vida: Fiz o que tinha que fazer? Guardei o dinheiro que tinha que ter guardado? Gozei dos meus melhores momentos de juventude ou estou tentando agora, na velhice, compensar? Perguntas que a velhice nos traz.

    Dizer que somos mais felizes na velhice é um desafio a todos.  Muito da nossa discutível paz na velhice vem de sabermos que o que passou, passou,[...]

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