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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

  • Quem sabe faz a hora, não espera acontecer, e faz aqui e agora.

    Detesto desculpas, mais ainda quando são descaradas, esfarrapadas. Antes de dizer sobre o que me traz até você e alicerça minha ira de hoje, devo dizer que ando cansado de ouvir pessoas dizendo-se sem sorte, dizendo que suas cidades são pequenas, que as oportunidades são escassas, que estudaram pouco e em colégios ruins, que seus pais são ou analfabetos ou quase isso, lorotas e desculpas. Nauseabundas desculpas.

    Ouça está manchete do DataFolha: - “1 em cada 3 escolas de ricos tem nota no Enem abaixo do esperado”. Pois é, mas as notas das escolas são dadas de acordo com a proficiência média dos alunos... Ninguém me vai fazer engolir essa peça de que “uma” em cada três escolas de ricos, escolas fortes, bons professores, tudo, deixem a desejar. Essas escolas ruins seriam ruins por sua administração, pela fragilidade de seus professores, pelos métodos de ensino? Vão mentir lá longe.

    O que depõe contra as escolas, o que as faz ter notas de avaliações[...]

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  • Diante da primeira ameaça ou proibição, a relação tem que acabar

    A Copa do Mundo apenas colocou nas manchetes alguns casos, mas como é Copa do Mundo, os casos repercutiram. Mas não foi e não será apenas nas Copas que esses ranços do caráter masculino vão aparecer. Eles estão por aí desde os tempos de Adão e Eva, afinal, não inventaram que foi Eva quem caiu em tentação e danou com o destino humano? Tudo muito bem pensado. Nada mudou de lá para cá, pelo contrário, as coisas vão de mal a pior e até hoje não houve lei que segurasse a bestialidade masculina. Ah, mas nem todos... Sim, nem todos; todavia, a maioria é tão maioria que desaparecem os verdadeiros homens.

    Todos os dias, em todos os pátios de colégios, há brutalidades contra meninas. Brutalidades não combatidas e silenciadas pelas direções das escolas que temem perder clientes ou com eles se encrencar. E clientes de escolas são os pais dos alunos. A brutalidade contra elas é diária e onipresente.

    E assim nas famílias. As “famílias” não educam “por[...]

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  • A palavra mais importante na educação de crianças e que as encaminha para o bem

    Fui fazer a barba e, indispensável, liguei o rádio. Meu amigão desde há muito, tenho sempre um rádio ou radinho por perto. O radinho do banheiro é sagrado.

    Pois liguei o rádio na CBN nacional e me irritei. O apresentador entrevistava um CEO de empresa recrutadora de mão-de-obra. Nada de novo, até que... O entrevistado, perguntado sobre a “intromissão” dos pais na escolha profissional dos filhos, disse que essa intromissão é costumeiramente indevida, um desrespeito aos filhos. E acrescentou dizendo que até aos 12 anos, mais ou menos, os pais só educam os filhos pelo “não”, as crianças e os pré-adolescentes quase nunca ouvem um sim... E insistiu nessa bobagem.

    Antes de tudo, o “intelectual” devia saber que a palavra mais importante na educação de crianças e jovenzinhos é a palavra não. O não educa, disciplina, encaminha para o bem; já o sim é uma porta aberta para o tudo, para o indevido. Ah, e quase esquecia, o parvo do empresário[...]

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  • Nem tudo que é legal é decente: o que as roupas dizem sobre nós

    Muito do que podemos não devemos. Todos entendem ou devem entender essa verdade. Antes de dizer do fato que hoje me traz até você, deixe-me dizer que é perfeitamente aceitável uma mulher de maiô ou até usando fio-dental na praia. Mesmo na praia, o fio-dental é de uma lamentável falta de pudor, de respeito por si mesma, mas, vamos lá... Se é legal, se não há proibição uma mulher vestir-se desse modo vergonhoso na praia, não há por que proibi-la de vestir maiô ou fio-dental para andar pelo centro da cidade. Ninguém a pode prender por isso. Nem tudo que é legal é decente. Quer dizer, muito do que podemos fazer não devemos fazer. A proibição é de ordem moral, de postura, de decência pessoal, das circunstâncias, da pessoa.

    Garota vai à escola sem sutiã e é obrigada a colar curativos nos mamilos - acaopopular.net
    Garota vai à escola sem sutiã e é obrigada a colar curativos nos mamilos - acaopopular.net



    O fato que me traz a esta arenga chata, leitora, vem dos Estados Unidos, de uma cidade que conheço bem: Bradenton, na Flórida, onde[...]

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