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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

  • Não existe um único e miserável online que não seja um deslavado mentiroso

    Eu já me tinha prometido dar um tchau definitivo a ele, já estive tantas e tantas vezes com ele que o conheço de cor... O sujeito é muito especial, volta e meio o procuro, quero ouvi-lo, faz-me bem. Ah, sim, estou me referindo ao O Pequeno Príncipe, gurizinho esperto, sapeca mesmo. Frequentemente vou até à estante e o encontro dentro do livro...

    Antes de mais uma vez falar do Principezinho, quero-lhe fazer uma pergunta, a você, se for homem. Lá vai: - Faz de conta que uma mulher lindíssima, inteligente, sensível, uma mulher de caráter especial, rara mesmo, estivesse querendo namorar com você, mas... Ela vive numa favela, é muito pobre, roupas quase andrajosas... você aceitaria namorar com ela?

    Faço agora a mesma pergunta a você, mulher. Um homem com as mesmas características da mulher acima citada desejando namorar com você, você aceitaria esse sem eira nem beira?

    Foi isso o que o “Principezinho” me fez pensar. Fui visitá-lo na estante, abri-o numa[...]

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  • A solidão “coletiva” que faz sofrer e adoecer

    Muito difícil encontrar alguém que pense igual a nós, que pense na frequência de uma sintonia de percepções, não de gostos mundanos ou bobagens da moda... Vem daí que é quase impossível o casamento de almas gêmeas. O que mais há é junção de corpos, não de “casamentos” no sentido universal da palavra.

    Acabo de ler a declaração de um médico e fechei com ele. Maioria dos médicos, ou por estupidez ou por ignorância, evitam o humanismo em seus pacientes e tratamentos, não incluem a Psicologia no cuidado de quem os procuram.

    O tal médico de que falo concedeu entrevista a um jornal de São Paulo e disse exatamente o seguinte: - “O desamparo da solidão coletiva, a falta de uma pessoa para compartilhar nossos medos e dúvidas são fatores que favorecem o sofrimento mental e o consumo de álcool e drogas que, por sua vez, eleva o risco de ansiedade e depressão”.

    Jesus, quantas vezes já disse isso aqui? Ninguém tem três amigos, por exemplo. Vivo[...]

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  • Posso começar nossa conversa com uma pergunta ?

    Posso começar nossa conversa com uma pergunta? Obrigado. Você conhece a história do limão e da limonada, não conhece? Pois é, mas essa história de o sujeito ter um limão e do limão azedo fazer uma doce limonada faz-nos pensar na sabedoria humana. Vale dizer, diante de qualquer problema sempre há uma saída... basta pensar.

    A historinha que reencontrei ao meio dos meus arquivos conta de um pai que à beira da morte chamou os dois filhos para falar a eles da herança que lhes ia deixar. O pai tinha dois filhos diferentes, um estudioso, cumpridor dos deveres, bem-educado, inteligente; e um outro completamente diferente, um idiota, preguiçoso, um traste existencial. Mas o pai foi sábio na hora da partilha, herança. Deixou ao filho mandrião, ao vadio, a casa, o carro, e o dinheiro que tinha no banco. O filho sensível e bom rapaz ficou pensativo, o pai tinha deixado tudo de valor para o irmão atirado. O que o pai vai deixar para mim? – pensou.

    O pai, antes de[...]

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  • Temos que orar com as vísceras, só assim somos ouvidos.

    Numa manhã destas, lavei a cara com uma água congelante, de doer. Lavei, sequei a cara e... só me dei conta do congelante da água depois, quando eu já estava seco. Por que não me dei conta do congelante da água enquanto lavava a cara? Porque a minha cabeça estava em outro lugar, só eu sei onde ela estava... Quer dizer, como minha consciência estava longe não senti a “dor” da água gelada. Vale para tudo na vida, impossível ser feliz pensando em coisas ruins, impossível não ser feliz ocupando a cabeça com coisas boas. Fácil como 2+2...

    Conto essa minha vivência porque há pouco alguém me a fez relembrar com uma história parecida. Uma certa pessoa tem agora, por razões de saúde, que colocar sobre a comida uma espécie de farelo, é remédio, tem que colocar o farelo, mas... A pessoa reclama, acha que o farelo tem um gosto muito forte, tipo pimenta da braba. Ouvi e observei: – “Se o farelo é remédio tens que comê-lo imaginando que seja o teu prato[...]

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