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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Por que nos é tão difícil ter saúde e viver feliz?

Luiz Carlos Prates

Por que nos é tão difícil ter saúde e viver feliz? Duas razões básicas: temos medos e temos desejos. Os medos nos travam, assustam, inquietam, fazem bater mais forte o coração, saturam os órgãos de hormônios indevidos e... disso resultam as doenças, as quedas da imunidade, nossas defesas naturais. Do mesmo modo, os desejos nos tiram o sono, aumentam as ansiedades e produzem grandes medos, dúvidas. E o pior dos medos é o da felicidade, ainda que pareça estranho.

Faço estas divagações manuseando um livro “seboso” de que faço uso constantemente, de onde tiro fundas reflexões para mim e para os amigos. O livro é aquele, o – “Quem Ama não Adoece”, uma “bíblia” das origens emocionais das nossas moléstias físicas.

Nesse livro, à página 21, lê-se: - “Os psicóticos, os loucos de hospícios e até mesmo os neuróticos graves dificilmente contraem alguma doença orgânica. Os loucos parecem ter saúde de ferro: em nossos hospícios, muitas vezes perambulam nus, dormem no chão frio, compartilham ambientes confinados e promíscuos, sofrem maus-tratos, mas dificilmente adoecem. A razão é uma só: ao perder o vínculo com a realidade, parecem ter perdido também a necessidade de adoecer”.

Veja bem, adoecer é, não raro, uma necessidade do ser humano, ou para disfarçar sentimentos de culpas ou para dar remorsos e dor a alguém próximo. A doença nunca vem sem uma vontade emocional e inconsciente. Por isso é difícil ser feliz. Para sermos felizes precisaríamos estar com a cabeça em paz. E quem está?

Nosso inconsciente comanda nossa vida, somos uns robôs do nosso inconsciente. Vem daí a infelicidade. Se tudo nos fosse consciente a vida seria outra, menos sofrida. Tem razão o médico Marco Aurélio Silva autor do livro Quem Ama não Adoece, os loucos são felizes, vivem o inconsciente na sua totalidade, sem os limites das proibições da censura consciente. Resumindo: é impossível ser feliz vivendo no consciente. Mas o inconsciente, nosso piloto automático do comportamento, está cheio de pecados e de desejos escandalosos, melhor é deixá-lo reprimido no porão da mente, tanto quanto possível. Só há uma chance de termos saúde e sermos felizes: termos a cabeça em paz. Você tem razão, quase impossível...

 

FELICIDADE

É inegável que o ser humano tem um medo funesto da felicidade. E em função desse medo faz tudo o que pode para não ser feliz, vive criando casos e produzindo danos à imagem pessoal tudo para ter encrencas e deixar a felicidade longe... Sem falar nos sentimentos de culpas inconscientes que nos colocam no banco dos réus da vida; e réus, sabe-se, não podem gozar da felicidade dos livres. A felicidade não é deste mundo... Ainda assim, é bom lutar por ela.

 

 

FALTA DIZER

Num programa de auditório de tevê, o apresentador perguntou a uma velha que concorria a prêmios: Em que país fica Tóquio? A velha está revirando os olhos até agora. Depois a pergunta foi à uma garota: - Qual o antônimo de “público”? Ela sorriu e não sabia. E essa gente casa e tem filhos. Socorro, capeta!

 

 

 

 

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