Publicidade
Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 19º C

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Os pobretões da cabeça são os verdadeiros e piores pobretões...

Luiz Carlos Prates

Esse título – ficar rico – é uma grande isca para muitíssimas pessoas, não para todas. Ficar rico é o que a maioria deseja, nem todos, porém, querem pagar o preço dessa possível riqueza. Possível, garantida jamais. Estranha verdade, mas muita gente dá de ombros para ficar rico. Pessoas que não veem nessa riqueza possível um atrativo que as mobilize na vida. Talvez sejam as mais felizes, talvez. Vou dizer a que venho, com licença.

Riqueza é uma palavra elástica, serve para muitas conquistas humanas e estou mesmo disposto a dizer que a melhor, ou as melhores riquezas, não nos vêm do dinheiro. E toda vez que digo isso, lembro das meninas ginastas olímpicas. Passam milhares de horas de suas infâncias em treinamentos de altíssimos sacrifícios, de dores, quedas, desafios e... levantam e voltam aos treinos. Na cabecinha arejada delas a visão é a do pódio, da conquista, da vitória delas sobre elas mesmas. Aí está um tipo de pensamento rico e uma vida rica... Dinheiro? Pouco provável.

Ontem reencontrei um velho amigo, ex-jornalista. Durante os anos de convívio, ele me vivia dizendo do sonho de “riqueza” dele: ter uma lanchonete, uma boa lanchonete... Era o sonho dele, muitos por perto disfarçavam o sorriso zombeteiro... ora já se viu um cara sonhar com uma lanchonete, que sonho mais pobre, nunca ficará rico um cara desses! É o que muitos colegas pensavam, não diziam, pensavam...

Depois de um longo tempo sem ver esse meu amigo, o reencontrei. Hoje ele tem três lanchonetes, uma cuidada por ele, outra por um filho e a mais recente por uma filha, baita cozinheira. Não perguntei a ele se está rico. Pergunta estúpida. Claro que está “rico”, realizou o sonho, fez crescer o sonho e duvido que ele hoje não esteja bem melhor que os colegas que ao ouvi-lo no passado falar do seu sonho saiam para disfarçadamente sorrir. Coitados dos pobretões da vida, os pobretões da cabeça, os piores, os verdadeiros pobretões...

Ficar rico é possível a qualquer um, desde... Desde que se apaixone por uma causa e case com ela. O dinheiro poderá vir ou não, mas a paixão estará acesa e essa é a melhor ou única riqueza da vida. Meu amigo, minha amiga, fiquem “ricos”!

 

CORDA

Uma corda perto do pescoço pode ser um bom negócio. Já explico. Do mesmo modo como a estabilidade mata o amor, (caso da maioria dos casamentos), a estabilidade no emprego liquida com a maioria dos funcionários. É por isso que é bom viver com uma corda perto do pescoço, isto é, a pessoa ter consciência de que a qualquer momento pode perder esse bem negligenciado, o emprego, pode ir para a rua. Estabilidade mata o compromisso de melhorar...

 

FALTA DIZER

Um amigo meu, palestrante, de uma feita me disse que não ia mais aceitar fazer palestras para órgãos públicos, para funcionários públicos. Estranhei. Ele explicou. Durante a palestra cansou de ver gente saindo e não voltando e outros tantos bocejando ou nem aí... Nenhuma novidade, é o resultado da estabilidade...

 

 

 

 

 

 

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade