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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

"O inferno é um fim de semana sem fim", disse o poeta...

Luiz Carlos Prates

A história que vou contar envolve um jornalista, veterano, um sabe-tudo das redações... Foi meu colega numa empresa de Porto Alegre. Ele estava em casa e agora foi chamado para escrever uma coluna às segundas-feiras num determinado veículo da capital gaúcha.

Meu amigo jornalista, imagino, querendo ser bem-humorado, engraçado mesmo, escreveu na primeira coluna que era difícil ser competente e ter leitores começando numa segunda-feira, logo numa segunda-feira, um dia azedo, antipático, disse ele. E por aí foi, bem-humorado, mas... dando chineladas na segunda-feira.

Por que ele fez isso? Imagino que para ser leve, engraçado, afinal, parece mesmo que meio-mundo odeia as segundas-feiras. E é aqui que está o ponto que me traz à esta tertúlia.

Sei de há muito que a segunda-feira é o dia dos infartos, as cardioclínicas sabem disso, nunca se enfarta tanto quanto nas segundas-feiras de manhã. Por que, repito a pergunta, por quê?

Quantas pessoas você conhece, senão você mesma, mesmo, rangem dentes na segunda-feira pela manhã? Hein, por quê? Posso responder pelas pesquisas mundiais e incontestáveis de que disponho que a causa principal é o desgosto pelo trabalho. Quase 80% dos brasileiros não gostam do trabalho que realizam, são infelizes nesse trabalho. A segunda-feira tira as pessoas do lazer, do “descanso” do final de semana, certo? Certo, coisa nenhuma, as pessoas não costumam descansar nos proverbiais dias de descanso, estressam-se, brigam, encrencam-se, isso sim,  e descarregam todas essas frustrações no colo da pobre e indefesa segunda-feira, afinal, ela representa a bruxa má do trabalho. Pena dessas pessoas.

Mas o colega – “humorista” da coluna a que me referi, jogou o jogo do convencional, foi simpático, bah, o invejo... Mas essa história de tornar vilã a segunda-feira vem de longe, só que o povo é engraçado, muitas vezes a segunda-feira é também a “mocinha” bonita: novo emprego, encontro de um amor, saída do salário, início das férias, vida pela frente... Mas os trombudos da má vontade franzem o cenho contra a segunda-feira.

São essas “crenças”, essas gratuitas manifestações populares, essas ideias idiotas que os velhos passam às crianças na primeira infância, que as fazem crescer estúpidas em muitas questões. Sempre concordei com o poeta gaúcho Mário Quintana que, quando perguntado como definia o inferno, disse que o inferno era um fim de semana sem fim. Sábio.

 

REGRAS

Aprendi com os americanos no Consulado Americano de Porto Alegre, trabalhando como repórter da Voz da América, que os chefes não devem “jamais” passar uma ordem de serviço apenas comunicando verbalmente, nunca. Tudo por escrito e assinado pelos funcionários. De outro modo, por exemplo, um trabalho a ser entregue no dia “3” será entregue por alguns no dia “13”. E por quê? – Ah, chefe, eu tinha ouvido 13 e não 3... Espertinhos são silenciados pelo papel assinado...

 

FALTA DIZER

As mulheres/mães têm “obrigação” de educar suas filhas para o exercício da plena cidadania. Como? Ensinando-as a votar, as mulheres são maioria populacional e eleitoral, se elas “acordarem” vão pôr a corda no pescoço de “todos” os homens candidatos. E, assim, vão mudar o roteiro de submissão a que ainda estão submetidas.

 

 

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