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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

O azar humano de acreditar em crendices e superstições

Luiz Carlos Prates

É isso mesmo, o ser humano não tem saída. A consciência da morte o faz um tonto existencial, o único ser vivo da terra que anda em círculos, e se achando o tal... O ser humano é o único ser vivo infeliz. De uma infelicidade que lhe resulta do que, para muitos, é o grande diferencial humano: a consciência. Antes de dizer sobre o que hoje me traz a você, deixe-me apenas relembrar que na ignorância moram todos os vícios, e que no muito saber reside todas as angústias. Não temos saída. Toda esta conversa vem de uma reportagem que acabo de ler sobre superstições. Superstições são credos estúpidos. Todos os temos, todos. Muitas vezes, nossas superstições estão disfarçadas em credos “inocentes”...

Algumas das superstições do nosso dia-a-dia transcendem o ridículo, põem o ridículo no bolso. Crer, por exemplo, que gato preto dá azar. De onde vem isso? Vem da Idade Média, a idade das trevas. Gato preto, porque preto, era sinônimo de trevas, e alguém o imaginou uma bruxa, logo... Fogueira no gatinho. Que horror. Eu queria ver a cara do infeliz que por primeiro disse isso.

De outro lado, um espertalhão espalhou pelos palácios que quebrar espelho trazia sete anos de azar. Tudo invenção. Ocorre que os espelhos eram objetos raros, coisa de gente rica, ter um espelho quebrado era mais que prejuízo, então, alguém inventou o artifício que ferrava com os serviçais dos palácios: quem quebrasse um espelho teria sete anos de azar na vida. Consequência disso foi que todos os serviçais tinham um cuidado especial ao limpar espelhos. Reis e rainhas safados... E os ignorantes serviçais palacianos acreditaram na farsa dos sete anos de azar...

Outra superstição idiota é aquela de passar por baixo de uma escada. Uma escada aberta e encostada numa parede forma um triângulo, triângulo era a Sagrada Família, Pai, Filho e Espírito Santo... Quem passasse por baixo da escada “quebraria” a harmonia entre Pai, Filho e Espírito Santo... Pode isso? Ô cabeça rica a que inventou essa bobagem...

Derramar sal traz azar, diziam os romanos antigos. Tudo porque o sal era mercadoria muito valiosa naquele tempo, dizendo do azar os cozinheiros teriam mais cuidados com o sal... Quase tudo das superstições ou envolve dinheiro ou é para produzir medos disciplinadores. Bom, depois destas minhas heresias, vou procurar por um trevo de quatro folhas, pelo sim e pelo não...

 

CONFORTO

O turista de bom gosto quando sai de casa quer encontrar limpeza, iluminação adequada, segurança, belos parques e jardins, um local, enfim, que valha a pena e boas fotos... Se é assim, não se vai queixar se tiver que pagar uma Taxa de Turismo ao entrar na cidade... Quem discordar que fique em casa. Ora bolas!

 

FALTA DIZER

Passava pela Praça XV, centro de Florianópolis, e um cachorrinho, coisa mais mimosa, veio pular aos meus pés. Parei, fiz-lhe uns carinhos e... apareceu um “mendigão” dizendo-se dono do cãozinho e pedindo ajuda para comprar ração. O mendigo “mora”, é residente da Praça. Assim não dá, não é, compadres?

 

 

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