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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Nem tudo que é legal é decente: o que as roupas dizem sobre nós

Luiz Carlos Prates
01/05/2018 10h23

Muito do que podemos não devemos. Todos entendem ou devem entender essa verdade. Antes de dizer do fato que hoje me traz até você, deixe-me dizer que é perfeitamente aceitável uma mulher de maiô ou até usando fio-dental na praia. Mesmo na praia, o fio-dental é de uma lamentável falta de pudor, de respeito por si mesma, mas, vamos lá... Se é legal, se não há proibição uma mulher vestir-se desse modo vergonhoso na praia, não há por que proibi-la de vestir maiô ou fio-dental para andar pelo centro da cidade. Ninguém a pode prender por isso. Nem tudo que é legal é decente. Quer dizer, muito do que podemos fazer não devemos fazer. A proibição é de ordem moral, de postura, de decência pessoal, das circunstâncias, da pessoa.

Garota vai à escola sem sutiã e é obrigada a colar curativos nos mamilos - acaopopular.net
Garota vai à escola sem sutiã e é obrigada a colar curativos nos mamilos - acaopopular.net



O fato que me traz a esta arenga chata, leitora, vem dos Estados Unidos, de uma cidade que conheço bem: Bradenton, na Flórida, onde passei 30 dias na maior academia de tênis do mundo, a Nick Bollettieri. Nessa cidade americana, semana passada, uma garota de 17 anos, uma mulher, foi para a escola de um modo que provou um bafafá. Veja a manchete publicada pela imprensa sobre esse bafafá: - “Garota vai à escola sem sutiã e é obrigada a colar curativos nos mamilos”.

Foi assim. A tal garota foi sem sutiã e com uma blusinha daquelas de cantoras de cabarés dos anos 40... A gurizada não olhava mais para os livros. A jovem foi identificada, levada para à diretora e sentenciada a colocar os curativos/esparadrapos sobre os mamilos, um tipo especial de sutiã improvisado. Isso se ela quisesse ficar em sala de aula. A guria bateu pé, vociferou e fez uma frase infeliz: - “Então, eu tenho que ter vergonha do meu corpo”? Veja que frase sofística. Não se trata de vergonha do corpo, se fosse assim, a Miss Mundo poderia andar nua pelas ruas, duvido que ela não goste do corpo dela, ora bolas.

A diretora da escola esfregou na cara da guria topetuda o regimento disciplinar da escola, que a garota conhecia muito bem. Nesse regimento há especial atenção à boa compostura no vestir-se dos alunos, à limpeza e ao comportamento. O regimento é duro. Quer dizer, a garota ousou, afrontou, foi inconveniente e queria ter razão. Ela pode andar sem sutiã e com blusinha “daquelas” por aí tudo, menos na escola. Vale para muitos dos nossos comportamentos, tudo dependendo do momento e de onde estamos. Vai te vestir, atrevida.

 

SILÊNCIO

Faz anos que temos uma lei do silêncio, das 22h às 7h da manhã sons bem baixos ou desligados, o povo trabalhador precisa dormir. – Mas em Florianópolis e em quase todas as outras cidades é um fuzuê sem controle nem respeito. Esses desrespeitosos que se cuidem, eles podem ser “silenciados” por alguém que goste de respeito. Reação já!

 

CAPIM

Capim é o que cresce sem disciplina, se confunde com mato, sujeira... É o que os visitantes de Florianópolis mais veem ao chegar à cidade. No trajeto do aeroporto ao centro da cidade a pessoa passa pela Via Expressa, um capinzal desta altura. Pode isso? Pode. Quem tem poder de mandar cortar o capim deve andar muito ocupado... Muito. Sei bem...

 

FALTA DIZER

Difícil você achar algum prédio por nossas cidades que não tenha algum risco, alguma pichação... Mas há abobados que dizem que isso é arte popular, que o artista do povo tem o direito de mostrar a sua arte... Mas sujando as casas alheias? Esses tipos merecem é um relho. Excelente corretivo.

 

 

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