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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Lições da vida: pensar, repensar, mudar, acordar.

Luiz Carlos Prates
Os sábios da vida não esperam cair numa UTI para dizerem-se como foram estúpidos. - blog.vidroid.com.br
Os sábios da vida não esperam cair numa UTI para dizerem-se como foram estúpidos. - blog.vidroid.com.br

Estava sem ter o que fazer... E quando isso acontece, minha saída habitual é ir ao meu arquivo temático e procurar por alguma coisa interessante para “relembrar”. Sim, relembrar, já perdi a conta de quantas vezes li e reli o que está nesses meus arquivos. Decidi ler sobre nós e nossos erros. Nós e nossos erros é a mais formidável enciclopédia que podemos escrever e, de fato, passamos o tempo todo a escrevendo. Cada um de nós é um caso... você pode decidir entre um caso clínico ou de outra sorte qualquer, nos metemos em cada casos... Bem sabemos.

O que achei nos meus arquivos fez-me pensar mais uma vez na nossa costumeira insensatez diante da vida e dos nossos bens mais caros. Nesse tratado sobre nossos erros, li que a doença é mestra formidável da vida, ensina-nos a pensar, a repensar, a mudar, a acordar.

Você já se deu conta de que, por frequência, o preguiçoso existencial costuma sair do comodismo depois do susto de uma doença grave? E assim o impetuoso, ele passa a ser mais moderado... Os desrespeitadores dos limites começam a se conter, e os irritados e prepotentes por qualquer coisa se tornam mais humildes. A doença nos acorda. Os sábios da vida sabem disso e não esperam cair numa UTI para, olhando para o teto branco, dizerem-se como foram estúpidos.

Ter consciência dos nossos bens de agora, de nossa bem-aventurança na saúde é próprio das almas sensíveis e justas. Todos podemos. Mas é claro, é preciso abrir a janela da consciência, da humildade e da gratidão. Com essas virtudes dificilmente vamos escorregar no tobogã das doenças. Não só das doenças, de tudo. Por que esperar por uma moléstia grave para lembrar de Ataulfo Alves e cantar: “Eu era feliz e não sabia...”. A saúde não se diferencia de outros bens, mas só costumamos dar valor a ela depois de perdê-la. Baita estupidez.

Aliás, essa história da saúde bem que vale para o trabalho que perdemos por uma demissão mais ou menos provocada ou por um divórcio ruidoso e que depois de algum tempo reconhecemos que foi um erro “nosso”... Tudo podia ter sido preservado, mas... Faltaram sensibilidade e inteligência para reconhecer que, inobstante os eventuais defeitos dele ou dela, o casamento era bem melhor do que a vida que levamos hoje. É tarde. E a frase “é tarde” é uma das mais doloridas que podemos pronunciar na vida.

 

EDUCAÇÃO

A falta de educação é nossa moeda brasileira mais forte... Em Florianópolis você precisa rezar ao seu santo favorito antes de ir ao cinema, pedindo a ele por silêncio. Sem um milagre do santo, o filme lhe será interrompido por chatices humanas de todo tipo, crianças e adultos mal-educados, ruídos de bocas mastigando, consumindo lanches e pipoca o tempo todo, tosses incuráveis, conversas em voz alta e até arrotos. O melhor da sessão é o The End...

 

MENDIGOS

Mendigos têm direitos? Têm. Têm os mesmos direitos de qualquer cidadão, porém... têm que também cumprir com os deveres. Mendigos estão tomando conta do centro de muitas de nossas cidades aqui da região metropolitana, pintam e bordam, sujam e incomodam, mas... São defendidos por beatos que não se envolvem com os danos que esses “coitados” produzem no centro das cidades. Quem só incomoda perde todos os “direitos”. Fui claro?

 

FALTA DIZER

Depois as pessoas se queixam da sorte. Na sinaleira em frente à Figueira, Praça XV, centro de Florianópolis, crianças e velhos (idosos são os que têm juízo) atravessam a rua com o sinal fechado. Essa gente precisa de um duro corretivo, antes do “pior”...

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