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Terça-Feira, 11 de Dezembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

“Cordialidade com todos, intimidade com ninguém”

Luiz Carlos Prates

Começam a aparecer filas nas calçadas... Filas para consultas com psicólogos. Psicoterapeutas americanos já detectaram uma das maiores infelicidades de todos os tempos, infelicidade criada pelo próprio ser humano. Aliás, bobagem dizer assim, afinal, qual a infelicidade que não é criada pelo próprio ser humano?

E essa moderna infelicidade tem nome: “fadiga digital”. Multidões andam com a cabeça louca em razão do celular na palma da mão, o celular virou algemas, virou cárcere, doping... tudo em razão dos vazios existenciais. Vou lhe fazer uma pergunta, seja honesto, honesta com você mesma: - Você, neste momento, está feliz? E ontem estava feliz? Não sei qual a sua resposta, mas aposto que estava com o celular na palma da mão ou muito perto dele, certo? Diachos, se o celular o vincula a tantas pessoas, se é o seu instrumento de fazer amigos e ser feliz, por que você não está feliz? Estou imaginando que não esteja...

Já ouvi muitos dizer que o de que mais as pessoas andam precisando é de olho no olho. Despareceu o olho no olho, as pessoas estão se relacionamento apenas pela luminosidade (falsa) das redes sociais. Redes sociais afundam as pessoas na infelicidade e nas depressões. Mas o “abobado da enchente” diz que tem milhares de seguidores, não tem, todavia, dois amigos, amigas, não tem. É muito rica a pessoa que tem “um” amigo, imagine dois ou três... Mas os “desatentos” ficam na estultícia de ter milhares de seguidores/admiradores/curtidores e se iludem com isso, caem na real quando fecham a porta do quarto e se dão consigo mesmos, sozinhos, sem ninguém, sem um único amigo ou amiga que valha a pena, que lhe empreste ombros para desabafos. Falta o amigo, a amiga do olho no olho. Não vou espalhar, mas não é o seu caso?

E agora estão surgindo os retiros de fim de semana, sessões de meditação, ioga, orações, tudo para que as pessoas se aliviem da “fadiga digital”, era só o que faltava. Sinto muito, mas não tenho pena dessas pessoas “estafadas”. Livros, teatro, artes, música de qualidade, amigos, “elevações”, sempre estiveram e estão por perto. Curioso isso, a infelicidade das pessoas lhes está na palma da mão e elas não veem isso... Ó, está tocando, atenda!

 

AMIGOS

Acabei de ler “120 Conselhos sobre Carreira”, um manual de orientações para a pessoa viver melhor no ambiente de trabalho. Li e conclui: nada de novo. Então, vou ficar com a dica que costumo dar, penso que seja bem prudente: - “Cordialidade com todos, intimidade com ninguém”. Cortesia é sinônimo de educação e quem for educado no ambiente de trabalho fará amigos. E fazer amigos é a mina da felicidade na vida. Fazer amigos, sem interesses.

 

FALTA DIZER

Casadinhos de há pouco não valem... Você, marido, mulher, casados há anos, lembra da última gracinha amorosa que fez a ela ou a ele? Pois é, depois de um tempo de casados somem os agradinhos. Os inteligentes nunca deixam morrer esses agradinhos e docilidades. E se o outro não der bola, que bisca!

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