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Segunda-Feira, 17 de Dezembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

Ascensão da mulher aumenta casos de divórcio lá...e aqui.

Luiz Carlos Prates

Tenho um colega do jornalismo que tem sempre uma brincadeira na ponta da língua quando conversa com mulheres, colegas ou não. Ao ouvir delas algum queixume contra o trabalho, a começar pelo salário, esse colega costuma dizer, bem sério, que a queixa delas tem fácil solução: casar. E completa: a mulher tem essa vantagem sobre os homens, quando as coisas vão mal para elas, elas têm a saída pelo casamento, é casar e pronto, tudo resolvido... E as mulheres ao ouvirem essa “brincadeira” torcem a boca.

Agora entro na conversa. Tenho ouvido cada vez mais e mais amigas dizer que casar nem pensar. Algumas já foram casadas e dizem que não dá, bah, está um porre aguentar os homens que andam por aí. Outras dizem isso sem terem ainda passado pelas “provas” do casamento. O que está acontecendo?

Atrevo-me a algumas respostas. Os homens não gostam de mulheres que trabalham fora de casa, só dizem gostar os espertalhões que querem tirar nacos dos ganhos da mulher, sem falar nos vadios que ficam em casa, cuidando da casa, enquanto elas saem para se esfolar no trabalho.

Outra coisa: se as mulheres caem no descuido de ganhar mais que eles, eles podem não dizer nada, afinal, sempre tiram vantagens disso, mas... não gostam e torcem para que a mulher seja demitida. Nunca vão admitir essa vilania, mas... Andam por aí.

Vou ao meu arquivo temático, o famoso, e de lá trago esta manchete, que de há muito usei em palestras: - “Ascensão da mulher aumenta casos de divórcio no Irã”. Sei que lá a barra das mulheres é pesada, mas aqui não é muito diferente. Há muitas máscaras, mentiras e despistes, mas as mulheres andam por aqui, ainda que inadvertidas muitas delas, na mesma corda apertada. Só há uma saída: a velha revolução cultural que tenho pregado na educação das meninas. A revolução dos costumes, desde o berço. Meninas e meninos por igual dentro das famílias, sem essa de os pequenos mandriões terem privilégios negados às meninas. Que os “reizinhos” aprendam desde pequenos. E, mais tarde, nos relacionamentos, em caso de um pigarro mais forte de um desses mandriões que as mulheres tenham pudor e os mandem de imediato plantar batatas. Farão?  

 

RESPEITO

Sem essa de “chefe-de-família”, acabou essa antiguidade. Marido e mulher, ou por iguais, tudo por igual, ou será uma relação de um manda e outro obedece. E quem será ou seria o mandante...? Ora, bolas. O diacho é que muitos pensam que esta conversa é para as gentinhas, não é não, é para muita gente metida a bacana, elas especialmente, que, por maioria, não se fazem respeitar. Certo? Acho muito bom.

 

FALTA DIZER

Há quem diga que ganha pouco e que não é possível fazer poupança. Pífios, sempre é possível guardar alguma coisa, centavos que sejam. Mas há uma outra “poupança” que todos podem fazer, é o “investimento” no trabalho sério, benfeito, com prazer e visando ao bem da... empresa. Esse “investimento” vai ter rendimentos, ah, vai. Faça e depois me conte.

 

 

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