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Quarta-Feira, 23 de Janeiro de 2019
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

A memória é uma dama que só trabalha...por interesse.

Luiz Carlos Prates

Duas manchetes me abriram os olhos. Isso depois de circular por alguns sites de jornalismo. Manchetes, você sabe, são iscas, devem ser atrativas para que as mordamos. Mordi-as.

A primeira manchete me cutucou ao gritar – “Exercícios que aumentam sua expectativa de vida”. Antes de ler, já tinha uma decisão: não existem exercícios que aumentem a longevidade. Não existem. O que existe é movimentarmos o corpo de modo regular, sabendo que somos bichos de movimento e sabendo, acima de tudo, que pantufas e poltrona matam, matam cedo. Minha posição? Faça o exercício que você melhor apreciar, faça-o todos os dias, o prazer de fazer essa atividade, com o “molho” dos bons hormônios, os hormônios do prazer, lhe vão dar saúde e possibilidades de longevidade. Veja bem, possibilidades, não certezas.

E a outra manchete é mais que estúpida, é uma venda ilusória de um produto que não existe, não existe e estamos conversados. Diz assim a manchete: - “Veja riscos de remédios que prometem melhorar rendimentos em provas”. Safados colocam no mercado produtos que dizem melhorar a memória e fazê-lo ter melhor rendimento numa prova, na escola ou num concurso.

Vamos lá. Jamais houve um remédio que fortalecesse a memória, o que há são remédios que “fortificam” o todo do corpo, jamais a memória isoladamente. A memória precisa, antes de tudo, de nutrição diária, novos conteúdos, sempre, ao longo da vida. A memória se fortalece pelo uso de seus conteúdos, uso que deve ser permanente, o mais possível. E a memória funciona, e muito, por afetos, por preferências, por gostos. O de que gosto guardo melhor na memória. Mas por que existem esses engodos publicitários? Porque o povo é muito desinformado, não o quero chamar de estulto, preguiçoso para ler, para investir na mente, não, não quero dizer isso, mas... É muito fácil enganar “ingênuos”, haja vista o que fazem muitos “religiosos”. Os “crentes” são os melhores clientes, crentes de todo tipo, de todo...

Quem estudar para saber, não apenas para passar numa prova ou concurso, vai saber melhor que outros tantos e vai saber por longo tempo. E quanto aos exercícios, nenhum deles nos dá longevidade, todos podem dar saúde, especialmente os que mais se ajeitam ao nosso jeito. Nada é, tudo pode ser...

 

TOLOS

Não as quero chamar de idiotas, mas é preciso chamar a atenção desses tipos. Londrinos descobriram que a tatuagem que as mulheres mais querem apagar são as tatuagens com nomes de ex-namorados ou amásios. São, de fato, muito tolas (a palavra que pensei é muito mais dura). Ora, já se viu tatuar o nome de um calça-frouxa no corpo! E tem outra, quem tatua o nome dele, não exige camisinha no sexo... Coitadas.

 

FALTA DIZER

Para quem vive pensando que dinheiro é tudo na vida. Ouça esta, de uma entrevista da Madonna, rica e famosa: - “Vivo triste a maior parte do tempo, nem sempre triste, mas decepcionada com alguma coisa. Sou obcecada pela morte...”. Ela disse isso numa entrevista para a Vogue. E dizer que há tanto pobre bem mais feliz...

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