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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

A difícil cura de patologias provocadas por vontade dos pacientes

Luiz Carlos Prates

Por que há tantas doenças de difícil tratamento e cura? Porque são de origem emocional (inconsciente) e são provocadas por vontade dos pacientes. Eles quiseram, querem a doença. Disso resulta que os tratamentos físicos, medicamentosos, dificilmente produzem alívio e cura, o paciente não se quer curar. Claro que os de cabeça estreita, maioria, não querem admitir essa espinhosa verdade. Esse tipo de gente esperneia: “Era só o que faltava alguém querer ficar doente, só o que faltava”! Coitados, não entendem dos sagazes labirintos da vida emocional humana.

Digo o que digo após reler, pela enésima vez, uma “bíblia” da medicina psicossomática, o livro “Quem ama não adoece”.

Esse livro foi escrito por um médico cardiologista, um sujeito com cabeça universal, Dr. Marco Aurélio Dias da Silva, pernambucano. Nesse livro, à página 22, lê-se: - “É muito difícil alguém portar simultaneamente duas doenças graves não-relacionadas entre si, como ter um câncer e sofrer um infarto de miocárdio, por exemplo. E a explicação, para mim, é muito simples: quem já tem seu infarto não precisa de câncer, e vice-versa”. Dito de outro modo, as doenças, quase sempre, são uma busca inconsciente de que se vale a pessoa para aplacar suas angústias, culpas reais ou imaginadas, resgate, enfim, de dívidas existenciais. E nesses casos, uma doença só basta. Para que duas? Tudo inconsciente, é claro.

Mais adiante, o cardiologista diz que – “Tenho verificado com enorme frequência que os alcoólatras que desenvolvem doença grave do coração em decorrência do álcool conseguem parar de beber com grande facilidade. Tudo se passa como se trocassem o alcoolismo por uma doença grave e letal, como saída para o mesmo conflito interior que os levou ao álcool...”.

Tudo muito claro. Nossas doenças, especialmente as graves, são geradas por nossa vontade inconsciente, um tipo de punição ou de chamada de atenção para quem está habitualmente por perto de nós... O que o médico disse não é nenhuma novidade, o diacho é fazer as cabecinhas entender essa verdade. As doenças são uma espécie de trapaça que fazemos a nós mesmos, de modo inconsciente, e aos que nos são importantes e vivem por perto. O ser humano é, se não um caso clínico, quase sempre um caso de polícia. Somos uns farsantes...

 

SINAIS

Todos temos dentre de nós Eros e Tanatos, o deus do amor, da elação, das realizações, do bem; e o deus da destruição, dos fracassos, da morte. Eles brigam o tempo todo dentro de nós, quem preponderar nos vai fazer mais felizes ou infelizes. Vem daí que inconscientemente, muitas vezes, procuramos nos destruir, seja no casamento, no trabalho, na saúde, em tudo. É a vitória de Tanatos. Eros, o deus dos triunfos e do amor, tem muito menos força. Somos casos perdidos.

 

FALTA DIZER

Levei a Gracinha, um dos meus pets à clínica, coisa pouca, mas ela precisou de uma injeção. Uma das mulheres veterinárias segurou a cachorrinha com tanto carinho, beijando tanto a cadelinha vira-lata que me derreteu. Foi ato espontâneo, bonito e creditício: ali estava uma veterinária autêntica, muito rara... Raríssima.

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