Publicidade
Terça-Feira, 22 de Maio de 2018
Descrição do tempo
  • 22º C
  • 12º C

Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

  • Quem trabalha só por dinheiro, ganhe o que ganhar será sempre mal pago

    Ocorre com muita frequência. Muitas vezes, testemunhamos uma pessoa ou grupo xingando outra ou outras, e damos razão a quem xinga... Damos razão, mas não nos damos conta de que nós também poderemos ser xingados e por razões semelhantes. É aquela história de vermos a trave nos olhos alheios e não nos nossos...

    O fato que agora vou resumir já o testemunhei incontáveis vezes, fui narrador de futebol por 25 anos e dei várias voltas ao mundo com o futebol, nada de novo, nada de novo daqueles tempos ao hoje em dia. O fato a que testemunhei aconteceu em Porto Alegre, na frente dos vestiários do Internacional.

    Foi assim: o Internacional tinha perdido “mais um” jogo e a torcida, frustrada e irada, foi para a frente dos vestiários e começou a chamar os jogadores de mercenários. E pedia raça em campo.

    Vamos lá. Quem são os mercenários? Eram, ou são, soldados que se “vendiam”, ou se vendem, a um grupo para lutar por soldo, por dinheiro, nunca por uma causa. A[...]

    Leia mais
  • Para um ser humano sagaz, fisionomia é uma linguagem

    A frase estava no alto da página 134 do livro Sucesso, Paz Interior e Felicidade, um surrado livro de frases de que me valho de tempos em tempos. Consulto esse livro como quem vai a uma farmácia, dar uma olhada... Livros são farmácias, você sabe, neles há “remédios” para todos os males.

    Folheando o livro, minhas retinas pousaram sobre uma frase instigante, esta: “Para um ser humano sagaz, fisionomia é uma linguagem”.

    Será preciso traduzir? Nossa cara habitual, nossa fisionomia, é uma linguagem sim, ela diz aos outros, e a nós mesmos antes de tudo, como é que estamos vivendo. Aqui está uma verdade que poucos reconhecem e muitos por ela vão a grandes sofrimentos e à morte mais cedo.

    Nosso corpo reage diretamente ao tipo de pensamentos que temos, que costumamos ter, reage às nossas palavras cotidianas e reage à cara que mostramos aos outros e a nós mesmos no espelho da vida. Nada passa despercebido do corpo. E você sabe, nosso corpo trabalha com o[...]

    Leia mais
  • A graça da vida está em desejar, nem sempre em realizar...

    Ser rico deve ser muito bom. Ser muito rico já não é necessário. E o que dizer de um sujeito que é considerado não apenas o mais rico do mundo como ainda – e provavelmente – o mais rico da história humana? Santo Deus, é de desesperar. Sim, de desesperar.

    O ditado diz que “Tudo o que é demais aborrece”. Concordo. E toda vez que digo isso, um amigo me diz que esse meu conceito é conceito de pobre. Ora já se viu dizer que muito dinheiro aborrece, era só o que faltava, diz o meu amigo. Pois é, mas não abro mão desse meu conceito.

    Esta conversa, leitora, leitor, vem a propósito de uma reportagem que acabei de ler e que a certa altura diz assim: - “As empresas de tecnologia se tornaram as mais ricas e poderosas do planeta e estão todas concentradas na costa oeste dos Estados Unidos. Isso gerou outros níveis de riqueza e figuras como Jeff Bezos, o dono da Amazon que é talvez o homem mais rico da história humana”.

    Já pensaste? Ser o sujeito mais rico[...]

    Leia mais
  • Os sacrifícios que o corpo paga em virtude da fama

    Dia destes, ouvi um sujeito dizer que o corpo sofre muito quando uma pessoa se torna famosa. Ouvindo isso, muitos podem saltar da cadeira e dizer que não há nada melhor do que a fama, a fama nos afaga o ego, nos eleva a autoestima, nos faz ricos... E o que pode haver melhor do que isso?

    Pensando rapidamente poderia ser assim, poderia, eu disse. Mas não é. O sujeito que fez a frase de o corpo sofrer muito quando a pessoa se torna famosa tinha razão. O corpo precisa de muito pouco para ser feliz, precisa de comida, de água, um abrigo para os dias de frio, um ambiente agradável para os dias de calor e... vamos ficando por aí. O mais é “desejo”, não necessidade. Ocorre que a fama exige sacrifícios, sacrifícios que devem ser pagos pelo corpo. E tudo começa, pelo menos é o que se observa, pelo peso: o famoso não pode engordar, o famoso tem que operar o nariz se ele for ligeiramente adunco, não pode ter rugas, tem que fazer plástica, tem que fazer ginástica além[...]

    Leia mais