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Terça-Feira, 21 de Agosto de 2018
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Formado em psicologia, Luiz Carlos Prates nasceu em Santiago, no Rio Grande do Sul, e pratica o jornalismo há 58 anos. Homem de posicionamento, perspicácia e ponto de vista diferenciado, ele tece comentários provocativos, polêmicos e irreverentes, abordando os fatos do dia a dia e pautas voltadas a comportamento.

  • “Credo, Prates, que coisa horrível de dizer”

    A maioria que anda por aí não devia ter nascido. – “Credo, Prates, que coisa horrível de dizer”. Não inventei a frase, leitora, apenas concordo com ela. Agora, não pense que são os iletrados, os pobres de dinheiro ou os feios... não, nada disso, quem mais não devia ter nascido são os metidos, gente que se acha, que pensa que é alguma coisa. Quem mais pensa que é, não é... como muitos doutores, ricaços e as multidões de bobos existenciais que pensam que enganam. Mas vamos deixá-los de lado, faz-se tarde e o espaço diminui.

    Das minhas leituras infanto-juvenis ficou-me de modo marcante um padre, o jesuíta Baltazar Gracian, (1601-1658), autor do livro A Arte da Prudência, livro esplêndido sobre os seres humanos e seus valores. Gracian, aliás, era um “subversivo” para os ditames da Igreja, mas ele nem aí, sabia que a verdade era o passaporte para o céu, posto que a verdade seja execrada pela maioria que anda por aí... E antes de ir adiante, deixe-me[...]

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  • As mulheres que precisam me ouvir não vão me ouvir...

    Se você for homem e de bom caráter, por favor, vire a página, a conversa não vai ser com você. Quero conversar com “elas”, ainda que eu saiba que perco meu tempo. Já digo quem são essas “elas”.

    Já contei até 12 para não perder os cadernos, fica difícil dizer e fazer aqui o que faço na televisão, onde chego a babar na gravata, dependendo do assunto. É o caso de agora.

    Ontem, conversando com duas amigas, uma delas me disse sem piscar: - “Prates, tu tens razão, é isso mesmo, mas te dou um conselho, muda teu discurso, as mulheres que precisam te ouvir não te vão ouvir...”.

    A conversa era sobre feminicídio, odeio a palavra, como odeio “empoderamento”. Estou babando de tanta fúria. É-me difícil aceitar esse discurso que anda por aí de mulheres livres, independentes, que sabem onde têm o nariz, diachos, não consigo encontrar essas mulheres... As que eu encontro estão todas “presas” a um sujeito que lhes dá ordens, que as cerceiam, que[...]

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  • Todos nós somos uma coisa por fora e outra bem diferente por dentro

    Será mesmo que saber que os outros estão passando pelo que passamos consola? O diacho é que achamos que nossos problemas são só nossos, que os outros vão numa boa ou que seus problemas são insignificâncias comparados aos nossos. Cada um de nós é o umbigo do mundo, não há ninguém tão ou mais importante que nós. E não adianta a pessoa dizer que não é assim, é sim.

    Cada um de nós é o sol do mundo, mas... o sol também passa por dias nublados. Quando ouvimos as pessoas ficamos um pouco mais leves. Todas as conversas começam mais ou menos do mesmo modo: - E aí, fulana, tudo bem? – Tudo, tudo bem. E a conversa começa, sem graça, mas vai indo, vai indo e... lá pelas tantas a pessoa que encontramos e que disse que tudo ia bem começa a contar de suas mágoas. A mãe doente, o pai alcóolatra o irmão vadio e indecente, um problema aqui, outro ali e muitas angústias por igual.   Todos iguais. Isso consola? Alguns dizem que sim, que sofrer sozinho dói[...]

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  • Cada um abrange a paisagem de acordo com o degrau na escada evolutiva

    Um dia, lendo Chico Xavier dele guardei uma frase preciosa, frase psicografada, a que diz que – “Cada um de nós abrange a paisagem de acordo com o degrau em que se encontra na escada evolutiva”. Você sabe que o Espiritismo prega a evolução, nossas vindas e idas da vida não têm outro propósito senão evoluir, nunca pagar por pecados um dia cometidos, mas corrigi-los, isso sim.

    E essa ideia da escada evolutiva, o degrau em que nos encontramos na vida, se funde com um objeto de estudos da Psicologia, o que trata do “Mundo dos Diferentes Percebedores”. É incontestável que os humanos não veem tudo por igual, é indiscutível que alguns, ainda que ricos e diplomados, vivem na escuridão das estultícias, ao tempo em que outros, sem qualquer escolaridade, para iluminados nada lhes falta...

    Vim até aqui para dizer que li tudo o que pude, dia destes, sobre a crise por que passou uma jovem americana, cantora, bonita, famosa e muito rica, mas... com atropelos na[...]

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