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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Derrota por Omissão - Uma análise do apagão sofrido no segundo tempo

Se o técnico Roberto Fonseca mudou seu time antes do intervalo, Leandro Campos mexeu no esquema tático do tricolor após levar o quarto gol

Juca Miguel

 

Foto JEC/Divulgação
Pedro Paulo (de branco) viu o JEC levar uma virada histórica

 

Derrota omissa
Perder em Maceió para o CRB em circunstâncias normais de jogo não seria nenhuma anormalidade. Afinal, Atlético-PR, Avaí e América-RN que são times considerados fortes nesta Série B, tropeçaram no estádio Rei Pelé. A meu ver o problema foi a forma com que o tricolor deixou escapar uma vitória encaminhada. Começar o segundo tempo vencendo por 3 a 0 e em 20 minutos tomar a virada para 4 a 3, não pode acontecer. O JEC terminou o primeiro tempo na frente por méritos do ataque tricolor, mas também pela extrema ineficiência do atacante Tiago Bezerra que perdeu dois gols cara a cara com o goleiro Ivan. Se o técnico Roberto Fonseca viu seu time perdido em campo e antes de começar o segundo tempo fez as três alterações para corrigir o erro tático do CRB, o técnico Leandro Campos esperou que o Joinville levasse o terceiro e o quarto gols para alterar a forma tática de jogar. O tricolor foi omisso, e que isto sirva de lição.

E o lado bom?
De positivo na derrota, o atacante Lima. Como estava isolado neste esquema 4-5-1, o camisa 9 do tricolor voltou e deu uma de meia-armador. Com categoria ele deu um passe milimétrico para Marcinho abrir o placar. No segundo gol, ele driblou três jogadores do CRB e cruzou na cabeça de Tiago Real, mostrando o porquê é um dos melhores atletas do atual elenco. Foi a quarta assistência dele nesta Série B.

Coluna alertou 
Na coluna de sábado, trouxemos ao leitor uma análise tática da partida no estádio Rei Pelé e os pontos fortes do CRB. No texto, a coluna alertou: “O JEC tem de cuidar para não dar espaço para os laterais Elsinho (que já tem dois gols nesta Série B) e Jadílson. O CRB é uma das equipes que mais exploram as laterais desta Série B.” E foi justamente por ali que o CRB conquistou a vitória. Elsinho  marcou um e deu o outro gol para Geovani. Pelo lado esquerdo, se o atacante do galo Tiago Bezerra aproveitasse os cruzamentos de Jadílson, o placar poderia ter sido maior. Estudar os adversários hoje é algo primordial para técnicos de qualquer esporte.

A primeira do Caxias
O choro dos atletas caxienses Casca e Gustavo após a vitória em cima do Biguaçu por 3 a 2 mostrou o reflexo do que é o grupo. Com poucos recursos, os atletas do alvinegro jogam quase por amor ao clube. Que esta seja a primeira de muitas vitórias do Gualicho na divisão especial. 

Primeirona
O Garuva segue impossível. Fora de casa, bateu o Morro do Amaral por 2 a 1. A diferença para o segundo colocado América (que ficou no empate com o Santos Dumont), já são de sete pontos. Diferente das outras equipes, o forte do ainda invicto Garuva é o coletivo.

Krona campeã
O goleiro Dudu, autor do gol do título da Taça Brasil de Clubes Sub-20, é uma das grandes revelações das categorias de base da Krona Futsal. Apesar de jovem, foi uma importante liderança dentro da quadra, comandando a gurizada. Tem um futuro promissor.

Argel Fucks
Sabe aquele velho ditado “dar um passo maior que a perna”? Pois é, o técnico Argel Fucks estava bem no tricolor e quis buscar um espaço que ele ainda não estava preparado para ocupar. Resultado? Foi demitido justamente por falta de resultados. Agora quem não o quer é o Joinville.

Números
As finalizações e os cruzamentos voltaram a ser os grandes vilões do tricolor na derrota para o CRB. Nos chutes a gol, o JEC teve apenas 41% de aproveitamento  (em 17 tentativas apenas 7 foram no gol). Nos cruzamentos os números são ainda menores: apenas 24% (foram cinco acertos em 21 tentados). 

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