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Terça-Feira, 22 de Janeiro de 2019
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Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens da cidade e da região

Chegou a hora de acabar com os pontos facultativos em Florianópolis

Projetos de lei proíbem que Prefeitura e Câmara parem em dias úteis, fazendo feriadões

Fabio Gadotti

Com a justificativa de que o cidadão paga pelo custeio da máquina administrativa sem ter, no entanto, a prestação dos serviços públicos, os vereadores Bruno Souza (PSB) e Rafael Daux (PMDB) apresentaram dois projetos que proíbem pontos facultativos em dias da semana na Prefeitura e na Câmara de Florianópolis. Na prática, acaba com a velha tradição de esticar as folgas oficiais, a exemplo do que ocorre neste Corpus Christi – transformado em “feriadão” por decreto do prefeito Gean Loureiro (PMDB) e do presidente Guilherme Pereira (PR). Mesma decisão tomou o governador Raimundo Colombo (PSD), no âmbito estadual. É hora, sim, de virar essa página. Mesmo que o panorama não fosse de crise, e com o poder público pré-falimentar, difícil defender a permanência do privilégio. “Acredito que os maiores beneficiados serão quem mais precisa dos serviços básicos”, afirma Bruno. Além de resguardar o atendimento à população, que trabalha normalmente na iniciativa privada mas encontra as repartições fechadas, as propostas devem vingar também sob o aspecto de moralização do serviço público. Afinal, lembram os vereadores, os poderes Executivo e Legislativo municipais custam, juntos, cerca de R$ 6,4 milhões ao contribuinte florianopolitano. O calendário de feriados nacionais de 2017 já é expressivo e vai custar, de acordo com levantamento da Fecomércio/SC, cerca de R$ 1,18 bilhão em faturamento aos lojistas. Em 11 deles há a possibilidade do prologamento que pode ser evitado, de forma, pioneira, pelo plenário da Câmara da Capital. Fácil não vai ser não!

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