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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

  • Saga dos alemães em Santa Catarina começou há 190 anos

    "Auf Deinem Wink hingehen. Durch Leitung Deiner Hand / Wirst Du uns woh! Versorgen in dem Brasilien-Land". ["Nos dirigimos seguindo o Teu sinal; orientados por Tua mão / Nos abrigarás bem nas terras do Brasil"]. Trecho da canção de Peter Minor, que era entoada pelos imigrantes alemães, durante a travessia do Atlântico, citada no livro "São Pedro de Alcântara, Primeira Colônia Alemã de Santa Catarina", de Aderbal João Philippi.

     

    Performance cultural Brigue Luiza em desfile pelas ruas de São Pedro de Alcântara lembra os primeiros imigrantes - Divulgação Mário Milton Müller  
    Performance cultural Brigue Luiza em desfile pelas ruas de São Pedro de Alcântara lembra os primeiros imigrantes - Divulgação Mário Milton Müller  


    No final de outubro de 1828 dois navios partiram do Rio de Janeiro em direção a Desterro, conduzindo os primeiros imigrantes alemães que vieram reforçar o processo de colonização do Estado. O primeiro a chegar, em 7 de novembro, foi o brigue Luiza, com 276 colonos. Cinco dias depois aportou em Desterro o bergantim Marquez de Vianna, com 359 imigrantes. O grupo do primeiro navio[...]

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  • SC recebe exposições do Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas

    Obra de Fernando Lindote, um dos premiados - Divulgação
    Obra de Fernando Lindote, um dos premiados - Divulgação


    Obras dos vencedores do Prêmio CNI SESI SENAI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas estarão em exposição a partir desta sexta-feira (26) no Masc (Museu de Arte de Santa Catarina). Nesta edição o projeto, que é uma das mais importantes iniciativas de apoio à arte contemporânea brasileira, premiou o curador Josué Mattos (SC) e cinco artistas: Daniel Lannes (RJ), Fernando Lindote (SC), Jaime Lauriano (SP), Pedro Motta (MG) e Rochelle Costi (SP). Eles receberam bolsas de trabalho, acompanhamento de um curador de arte, e participaram de exposições itinerantes. Antes de chegar à capital catarinense, a mostra passou por Brasília (DF), Goiânia (GO), Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ).

    Além dessa mostra, o público que visitar o MASC entre 26 de outubro e 3 de fevereiro de 2019 poderá conhecer as exposições “Verzuimd Braziel – Brasil Desamparado”, do curador premiado Josué Mattos (SC), e[...]

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  • Público já pode conferir exposição sobre Revolução Federalista

    Primeiro dia da mostra, com a presença de autoridades, intelectuais e militares - Carlos Damião
    Primeiro dia da mostra, com a presença de autoridades, intelectuais e militares - Carlos Damião


    Já está aberta ao público a exposição "Águas revoltas: a Justiça catarinense e a Revolução Federalista", que mostra processos judiciais referentes aos conflitos desse episódio histórico (1893-1894), fotografias de embarcações, jornais, reproduções de comunicados oficias, algumas peças de armamento da época e miniaturas de pequenas embarcações que circulavam pelo litoral catarinense no fim do século 19. São dezenas de itens de alta relevância histórica, selecionados pelo curador da mostra, o historiador Adelson André Brüggemann. A exposição ocorre no Museu do Judiciário, anexo ao Tribunal de Justiça e pode ser visitada no horário de funcionamento do TJ, das 12 às 19h, de segunda a sexta-feira, permanecendo no local até o fim de 2018 e ao longo de 2019.

    Metralhadora mecânica Nordenfelt, utilizada durante os conflitos da Revolução Federalista. Faz parte do acervo do Museu de Armas da PM Major Lara Ribas - Carlos Damião
    Metralhadora mecânica Nordenfelt, utilizada durante os conflitos da Revolução[...]
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  • Resgate de uma tragédia política no Museu do Judiciário

      

    Fortaleza da Grande Florianópolis foi palco de uma chacina em 1894 - Carlos Damião
    Detalhe  da fortaleza da Grande Florianópolis que foi palco do massacre de 1894 - Carlos Damião


    Matar opositores políticos – por fuzilamento ou degola – foi a “solução final” encontrada pelo segundo governo da República, presidido por Floriano Peixoto, para impor a ordem no Brasil do final do século 19, numa sanguinária resposta à Revolução Federalista (1893-1894). Todas as arbitrariedades (prisões e execuções) foram cometidas à revelia das leis e sem julgamento, baseadas em delações, convicções e suspeitas. Na Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim foram executadas pelos menos 185 pessoas, entre as quais o marechal Manuel de Almeida Lobo d’Eça, o Barão de Batovi, herói de guerra durante o Império, políticos e intelectuais de Desterro, além de técnicos navais estrangeiros que trabalharam para os revoltosos durante o conflito sufocado pelas forças de Floriano.

    A chacina de Anhatomirim tornou-se um dos episódios mais nebulosos e[...]

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