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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

  • Exibição de filmes em escola do Santinho representou ato de resistência à intolerância

    Plateia presente à escola na noite de exibição dos 16 filmes - Divulgação
    Plateia presente à escola na noite de exibição dos 16 filmes - Divulgação



    A Mostra de Cinema da Escola Básica Maria Tomázia Coelho, na noite de quinta-feira, reuniu mais de 200 pessoas, entre alunos, familiares e professores. Ao contrário do que houve no dia 23 de agosto, quando um pai tumultuou a exibição dos 16 filmes produzidos pelo estudantes, com o tema geral de “Os Jovens e a Diversidade”, o clima nesta quinta-feira foi muito mais leve, sem a intervenção de militantes de facções de extrema-direita, que querem impor mordaça à educação e à liberdade de cátedra. Uma viatura da PM e uma viatura da Guarda Municipal garantiram a segurança da mostra e das pessoas presentes.

    Na prática, ação truculenta do dia 23 de agosto acabou valorizando ainda mais a atividade pedagógica e cultural da escola.

    No início da sessão, a professora Ednéia Patrícia Dias leu o seguinte texto: 

    “Boa noite! Sejam bem-vindos! A 4ª Mostra de Cinema da Escola[...]

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  • Irmão de Luiz Cancellier divulga carta aberta, um ano após Ouvidos Moucos

    O professor Acioli Cancellier de Olivo divulgou nesta sexta-feira, 14/9, uma carta aberta aos professores da UFSC presos na Operação Ouvidos Moucos, desencadeada pela Polícia Federal há exatamente um ano. Acioli é irmão do então reitor da UFSC,  Luiz Carlos Cancellier de Olivo (Cau), preso na mesma ocasião e tragicamente morto no dia 2 de outubro de 2017, 18 dias após a operação. “O Cau morreu, vocês sobreviveram. Mas esta sobrevida, sem a reparação integral da honra e dignidade feridas, equivale a uma morte em vida”, diz o irmão de Cau no documento.

    A íntegra da carta do professor Acioli:

     

    “Carta aberta aos professores da UFSC presos na Ouvidos Moucos

    Meus caros professores,

     

    Há exatamente um ano eu nunca havia ouvido falar de seus nomes. Naquela manhã fui acordado com um telefonema de um amigo que me perguntava: Você é parente do reitor da UFSC? Ao responder que eu era irmão, disse-me que ele acabara de ser preso.

    Naquela manhã, quando a[...]

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  • Professor e escritor Nereu do Vale Pereira completa 90 anos

    Típico manezinho, Nereu em frente ao seu Ecomuseu do Ribeirão da Ilha - Divulgação
    Típico manezinho, Nereu em frente ao seu Ecomuseu do Ribeirão da Ilha - Divulgação


    Esta quinta-feira (13/9) assinala os 90 anos de nascimento do professor e pesquisador Nereu do Vale Pereira, uma das referências intelectuais mais importantes de Santa Catarina desde a década de 1950. Sociólogo, historiador, folclorista, Nereu foi professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) na área de Ciências Sociais. É autor de importantes obras sobre Santa Catarina e, especialmente, sobre a influência açoriana na formação civilizatória do Estado. Recentemente voltou ao arquipélago de Açores, com familiares, para uma de suas visitas mais demoradas e proveitosas.

    O pesquisador mantém, às suas custas, o Ecomuseu do Ribeirão da Ilha, que preserva objetos e outras referências históricas relativas à colonização da Ilha de Santa Catarina.

    Confraternização com familiares, num restaurante de Florianópolis, marcou o aniversário - Divulgação
    Confraternização com familiares, num restaurante de Florianópolis, marcou o aniversário - Divulgação


    Um[...]

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  • Assembleia catarinense dá exemplo ao barrar privilégio para deputados

    Uma decisão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, aprovada pela maioria dos deputados, é um exemplo de como os poderes constituídos podem contribuir para a redução de privilégios inaceitáveis – como o auxílio-saúde que vigorou por 26 anos na Alesc, cujo objetivo era reembolsar as despesas médicas dos parlamentares. Num país de tantas e flagrantes desigualdades é injusto e indigno que segmentos funcionais tenham acesso a benefícios que nenhum dos comuns mortais poderia obter.

    O fim do auxílio-saúde na Assembleia catarinense é uma conquista da sociedade, que repudiou abertamente sua existência nos últimos meses, embora a maioria das pessoas desconhecesse a existência desse penduricalho financeiro imoral. Contribuiu para essa conscientização o trabalho desenvolvido pelos meios de comunicação, como os veículos do Grupo RIC, que denunciaram amplamente o privilégio inaceitável.

    Falta corrigir muitas outras distorções fundamentais, como o[...]

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