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Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

  • O perigo da radicalização extrema na eleição deste ano

    Campanha de 2018  é a que tem componentes de loucura mais flagrantes desde a de Jânio Quadros, em 1960 - Pixabay
    Campanha de 2018 é a que tem componentes de loucura mais flagrantes desde a de Jânio Quadros, em 1960 - Pixabay


    Falar bobagens, reproduzir notícias falsas, fazer ameaças. Ao que parece, a nossa jovem democracia não ensinou nada a certas lideranças e seus seguidores. O candidato a vice na chapa do lesionado Jair Bolsonaro, um general reformado, tem se especializado em elevar o tom de voz e afirmar absurdos que beiram ao nonsense, como a história de que filhos criados por mães e avós são presas fáceis do narcotráfico, como se a presença masculina no lar pudesse significar algum tipo de garantia de educação e formação. A asneira foi amplamente repudiada por milhares de pessoas nas redes sociais. Uma das respostas mais apropriadas foi a do escritor Marcelo Rubens Paiva: “Fui criado por minha mãe e irmãs porque meu pai foi morto pela ditadura”. Ditadura da qual fez parte o general Mourão, candidato a vice que assumiu o protagonismo da chapa depois que[...]

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  • Museu, um espaço para preservação cultural e aprendizagem

     

    Palácio Cruz e Sousa: sede do Museu Histórico de Santa Catarina desde 1986 - Carlos Damião
    Palácio Cruz e Sousa: sede do Museu Histórico de Santa Catarina desde 1986 - Carlos Damião


    Museus não são “depósitos” de objetos, imagens e documentos antigos ou “coisas velhas”, como argumentam representantes do ‘bloco do senso comum’. Pelo contrário, são instituições dinâmicas, regidas por regras específicas, servindo para exposições periódicas ou permanentes e, quase sempre, para atividades educativas. Exercem função social, cultural e pedagógica, em especial aqueles que mantêm características públicas, ou seja, são administrados pelo Estado.

    O recente incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, instituição que concentrava elementos da história do país, com 200 anos de existência, chamou atenção e causou comoção generalizada. Nas estimativas até aqui cerca de 20 milhões de itens devem ter se transformado em cinzas. O Museu Nacional cumpria a função educativa há muito tempo, servindo inclusive como extensão de[...]

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  • Exibição de filmes em escola do Santinho representou ato de resistência à intolerância

    Plateia presente à escola na noite de exibição dos 16 filmes - Divulgação
    Plateia presente à escola na noite de exibição dos 16 filmes - Divulgação



    A Mostra de Cinema da Escola Básica Maria Tomázia Coelho, na noite de quinta-feira, reuniu mais de 200 pessoas, entre alunos, familiares e professores. Ao contrário do que houve no dia 23 de agosto, quando um pai tumultuou a exibição dos 16 filmes produzidos pelo estudantes, com o tema geral de “Os Jovens e a Diversidade”, o clima nesta quinta-feira foi muito mais leve, sem a intervenção de militantes de facções de extrema-direita, que querem impor mordaça à educação e à liberdade de cátedra. Uma viatura da PM e uma viatura da Guarda Municipal garantiram a segurança da mostra e das pessoas presentes.

    Na prática, ação truculenta do dia 23 de agosto acabou valorizando ainda mais a atividade pedagógica e cultural da escola.

    No início da sessão, a professora Ednéia Patrícia Dias leu o seguinte texto: 

    “Boa noite! Sejam bem-vindos! A 4ª Mostra de Cinema da Escola[...]

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  • Irmão de Luiz Cancellier divulga carta aberta, um ano após Ouvidos Moucos

    O professor Acioli Cancellier de Olivo divulgou nesta sexta-feira, 14/9, uma carta aberta aos professores da UFSC presos na Operação Ouvidos Moucos, desencadeada pela Polícia Federal há exatamente um ano. Acioli é irmão do então reitor da UFSC,  Luiz Carlos Cancellier de Olivo (Cau), preso na mesma ocasião e tragicamente morto no dia 2 de outubro de 2017, 18 dias após a operação. “O Cau morreu, vocês sobreviveram. Mas esta sobrevida, sem a reparação integral da honra e dignidade feridas, equivale a uma morte em vida”, diz o irmão de Cau no documento.

    A íntegra da carta do professor Acioli:

     

    “Carta aberta aos professores da UFSC presos na Ouvidos Moucos

    Meus caros professores,

     

    Há exatamente um ano eu nunca havia ouvido falar de seus nomes. Naquela manhã fui acordado com um telefonema de um amigo que me perguntava: Você é parente do reitor da UFSC? Ao responder que eu era irmão, disse-me que ele acabara de ser preso.

    Naquela manhã, quando a[...]

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