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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

  • Papo cabeça com Adriana Porto Faria

    Adriana Porto Faria faz, com sua equipe, um notável trabalho à frente da Secretaria de Cultura, Juventude e Direitos Humanos de Tijucas. Psicóloga, especialista em administração pública, gestão de cidades e ciências políticas e pós-graduada em Gestão Pública, trabalha na prefeitura desde 1995 e tem se dedicado, em especial, a resgatar as tradições culturais e históricas desse município tão charmoso e tão importante da Grande Florianópolis.

    Flávio Tin/ND
    Adriana Porto Faria é secretária de Cultura, Juventude e Direitos Humanos de Tijucas

    Tijucas vive uma inquietação cultural muito positiva. Isso é fruto da gestão mais profissional do setor?

    A cultura começou a ganhar um destaque especial no nosso município em 2005, com a criação da Fundação Cultural Tradição de Tijucas. Em seguida, novas ações e atividades culturais foram sendo implementadas e com elas, surgiu a Secretaria Municipal de Cultura, Juventude e Direitos Humanos,[...]

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  • Vai em paz, Arante José Monteiro!

    Rosane Lima/ND

    A simplicidade, a simpatia, a hospitalidade, o carinho. Qualquer palavra que se escolha será insuficiente para definir por inteiro a mítica figura de Arante José Monteiro, um personagem que se confundiu com o Pântano do Sul, a boa gastronomia litorânea e as visitas de turistas brasileiros e estrangeiros ao seu reduto. O bar e restaurante do Arante atravessou décadas prestando bons serviços à cidade e aos seus visitantes, desde a época do acesso precário à praia, ainda em estrada de chão batido. O velho Arante poderia ter desistido, diante da escassez de fregueses nos primeiros tempos. Mas manteve-se firme, como bom empreendedor, enriquecendo sua cozinha e criando diferenciais interessantes, como as histórias e mensagens escritas nos bilhetes dos clientes, que ali degustaram pratos maravilhosos e se encantaram com a magnífica paisagem. O Arante virou um símbolo de Florianópolis. E a nossa sorte é que seu fundador legou a gentileza e a[...]

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  • ‘No meio da confusão, encontre a simplicidade’

    O leitor já parou para pensar sobre o significado da decisão judicial para demolição de construções na Lagoa da Conceição? Melhor dizendo, para maior clareza, o leitor entendeu o que determina a Justiça Federal? Se é para demolir o que está irregular, por que foi marcada para dia 13 de agosto uma audiência judicial, com a finalidade de 'ajustar' o cumprimento da sentença? São muitas as dúvidas envolvendo a decisão do juiz federal Marcelo Krás Borges. E talvez a intenção inicial de quem deu o furo, há cerca de 15 dias, tenha sido baseada mais em interpretação do que em conhecimento de causa. Sempre lembrando que não foi a prefeitura que causou pânico, deixou a cidade perplexa, espalhou a incerteza e semeou a insegurança jurídica. Agora, para desfazer os mal-entendidos, é necessário esclarecer, tornar evidente ou palatável o que a Justiça Federal pretende em relação aos imóveis construídos irregular ou ilegalmente na Lagoa. Feito isso, e[...]

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  • ‘Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara’

    Compartilho, e assino embaixo, o desabafo da professora Maria José Baldessar, do curso de Jornalismo da UFSC: “Desculpem aí: quando não nos importamos que cinco jovens sejam assassinados pela Policia do Rio de Janeiro; que 19 pessoas sejam chacinadas em Campinas/SP; que uma barragem aterre sonhos e lembranças; que traficantes transformem jovens em mulas para levar drogas para lugares perigosos; que a polícia de São Paulo bata em estudantes que só querem estudar perto de casa; é porque isso não é conosco, com nossos filhos, sobrinhos e vizinhos. Quando a m* chegar perto da nossa casa quem sabe nos indignemos!”. O título da coluna de hoje eu trouxe do livro “Ensaio sobre a cegueira”, do prêmio Nobel de Literatura em 1998, o português José Saramago. É dele, ainda, da mesma obra: “A cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança”. É fato que o Brasil vai mal, contaminado por essa crise conjuntural interminável, pela[...]

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