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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

  • Irmão de Luiz Cancellier divulga carta aberta, um ano após Ouvidos Moucos

    O professor Acioli Cancellier de Olivo divulgou nesta sexta-feira, 14/9, uma carta aberta aos professores da UFSC presos na Operação Ouvidos Moucos, desencadeada pela Polícia Federal há exatamente um ano. Acioli é irmão do então reitor da UFSC,  Luiz Carlos Cancellier de Olivo (Cau), preso na mesma ocasião e tragicamente morto no dia 2 de outubro de 2017, 18 dias após a operação. “O Cau morreu, vocês sobreviveram. Mas esta sobrevida, sem a reparação integral da honra e dignidade feridas, equivale a uma morte em vida”, diz o irmão de Cau no documento.

    A íntegra da carta do professor Acioli:

     

    “Carta aberta aos professores da UFSC presos na Ouvidos Moucos

    Meus caros professores,

     

    Há exatamente um ano eu nunca havia ouvido falar de seus nomes. Naquela manhã fui acordado com um telefonema de um amigo que me perguntava: Você é parente do reitor da UFSC? Ao responder que eu era irmão, disse-me que ele acabara de ser preso.

    Naquela manhã, quando a[...]

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  • Professores protestam contra a escalada do arbítrio na UFSC

    “Amanhã (segunda-feira, 27/8), entrarei em sala de aula e usarei os primeiros 15 minutos com cada turma para discutir a espiral do arbítrio que ameaça a universidade brasileira. Convido todos os colegas a fazer o mesmo, ao longo desta semana”, escreveu em seu perfil no Facebook o professor Luís Felipe Miguel, da UnB (Universidade de Brasília), um dos mais respeitados cientistas políticos brasileiros da atualidade.

     “Estamos sob ataque há muito tempo, mas a situação se agravou com a decisão do Ministério Público, no final da semana passada. O reitor da UFSC e seu chefe de gabinete foram denunciados, ameaçados de até oito meses de prisão, por não terem reprimido manifestações, na universidade, contra o abuso de autoridade da Polícia Federal, que levou à morte do então reitor Luiz Carlos Cancellier”. Trata-se da definição do Estado policial: o abuso de autoridade ocorre e não pode sequer ser contestado”. (...)

    Finaliza o professor Luís[...]

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  • Uma sanha repressiva injustificada e reiterada contra a UFSC

    Nos “Anos de Chumbo” (1964-1985), as autoridades federais eram pródigas em perseguir professores, estudantes e servidores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). A sanha repressiva era justificada pelo dogma militarista da “segurança nacional”, porque universidades e escolas em geral são ambientes arejados, de livre circulação e debate de ideias. Não se constrói conhecimento sem pensamento crítico, sem atuação crítica. Apesar da repressão e das pressões extra-acadêmicas a UFSC tornou-se uma das instituições de ensino superior mais respeitadas do Brasil e do mundo. Pesquisadores das mais diversas áreas são reconhecidos nacional e internacionalmente por seus trabalhos.

    Depois que a Constituição de 1988 foi promulgada, os ataques à autonomia universitária e à liberdade acadêmica cessaram, pelo menos até 2014, quando um delegado da Polícia Federal comandou uma violenta invasão ao campus, sob o pretexto de reprimir estudantes que[...]

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  • UFSC faz apresentação formal da gestão que administrará a universidade até 2022

     A solenidade de apresentação da Gestão 2018-2022 da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) está programada para este sábado, 18/8, a partir das 10h, no Centro de Cultura e Eventos, com a presença do reitor Ubaldo C. Balthazar e da vice-reitora Alacoque Lorenzini Erdmann. O ato solene incluirá o descerramento da placa que dá o nome do falecido reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo ao Centro de Cultura e Eventos da universidade. No dia 2 de outubro deste ano completa-se um ano da trágica morte de Cancellier, até hoje não assumida pelo Estado brasileiro. Ele foi preso no dia 14 de setembro de 2017, pela Polícia Federal, mediante acusações difusas e nunca comprovadas pelas autoridades policiais e judiciais. Proibido de circular pela UFSC por ordem da Justiça Federal, Cancellier acabou cometendo suicídio duas semanas depois da Operação Ouvidos Moucos. As arbitrariedades cometidas pela PF, com aval da Justiça Federal, foram amplamente denunciadas,[...]

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