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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

  • "A honra e o nome do reitor Cancellier seguem vivos"

    A família Cancellier:  Cau (quarto), os irmãos Júlio (primeiro) e Acioli (terceiro) e o filho do reitor, Mikhail (segundo) - Acervo UFSC
    A família Cancellier: Cau (quarto), os irmãos Júlio (primeiro) e Acioli (terceiro) e o filho do reitor, Mikhail (segundo) - Acervo UFSC



    Este dia 2 de outubro assinala um ano da trágica morte do reitor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Luiz Carlos (Cau) Cancellier de Olivo. A memória de Cau foi reverenciada em solenidade no Templo Ecumênico da universidade e está presente a dezenas de depoimentos publicados nas redes sociais por colegas de magistério, amigos, servidores, alunos e ex-companheiros de militância política (Cau foi ligado ao PMDB e ao PCB – Partido Comunista Brasileiro durante sua vida acadêmica, em especial no fim da década de 1970 e durante a década de 1980). Foi ativista de movimentos pela anistia, pela redemocratização (Diretas Já) e pela convocação de uma Constituinte. Foi também jornalista, com atuação marcante no jornal O Estado e em veículos alternativos. Trabalhou como assessor na campanha de Nelson Wedekin ao[...]

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  • UFSC promove ato em homenagem ao reitor Luiz Cancellier

     

    Cao Cancellier em frente à Reitoria da UFSC, logo após sua vitória na disputa eleitoral - Divulgação
    Cao Cancellier em frente à Reitoria da UFSC, logo após sua vitória na disputa eleitoral interna - Divulgação



    A Reitoria da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) marcou para o dia 2/10, às 11h, no Templo Ecumênico, localizado no campus da Trindade, um ato de homenagem ao reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, na data que assinala o primeiro ano de sua morte.

    Personagem marcante na UFSC desde o fim da década de 1970, Cancellier morreu no dia 2 de outubro de 2017, 18 dias após sua prisão durante a Operação Ouvidos Moucos, desencadeada pela Polícia Federal para apurar supostos desvios de recursos num programa de educação a distância. A morte de Cao, como era conhecido, desencadeou uma onda de protestos contra o chamado “abuso de autoridade”. No Congresso Nacional tramita um projeto que prevê punições a autoridades que extrapolam suas responsabilidades, desrespeitando normas legais.

    Um ano depois da Operação, o inquérito de mais de 800[...]

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  • Irmão de Luiz Cancellier divulga carta aberta, um ano após Ouvidos Moucos

    O professor Acioli Cancellier de Olivo divulgou nesta sexta-feira, 14/9, uma carta aberta aos professores da UFSC presos na Operação Ouvidos Moucos, desencadeada pela Polícia Federal há exatamente um ano. Acioli é irmão do então reitor da UFSC,  Luiz Carlos Cancellier de Olivo (Cau), preso na mesma ocasião e tragicamente morto no dia 2 de outubro de 2017, 18 dias após a operação. “O Cau morreu, vocês sobreviveram. Mas esta sobrevida, sem a reparação integral da honra e dignidade feridas, equivale a uma morte em vida”, diz o irmão de Cau no documento.

    A íntegra da carta do professor Acioli:

     

    “Carta aberta aos professores da UFSC presos na Ouvidos Moucos

    Meus caros professores,

     

    Há exatamente um ano eu nunca havia ouvido falar de seus nomes. Naquela manhã fui acordado com um telefonema de um amigo que me perguntava: Você é parente do reitor da UFSC? Ao responder que eu era irmão, disse-me que ele acabara de ser preso.

    Naquela manhã, quando a[...]

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  • Professores protestam contra a escalada do arbítrio na UFSC

    “Amanhã (segunda-feira, 27/8), entrarei em sala de aula e usarei os primeiros 15 minutos com cada turma para discutir a espiral do arbítrio que ameaça a universidade brasileira. Convido todos os colegas a fazer o mesmo, ao longo desta semana”, escreveu em seu perfil no Facebook o professor Luís Felipe Miguel, da UnB (Universidade de Brasília), um dos mais respeitados cientistas políticos brasileiros da atualidade.

     “Estamos sob ataque há muito tempo, mas a situação se agravou com a decisão do Ministério Público, no final da semana passada. O reitor da UFSC e seu chefe de gabinete foram denunciados, ameaçados de até oito meses de prisão, por não terem reprimido manifestações, na universidade, contra o abuso de autoridade da Polícia Federal, que levou à morte do então reitor Luiz Carlos Cancellier”. Trata-se da definição do Estado policial: o abuso de autoridade ocorre e não pode sequer ser contestado”. (...)

    Finaliza o professor Luís[...]

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