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Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

  • Vereador propõe Semana Municipal dos Museus na Capital

    Exemplo: estudantes participando de atividades educativas no Museu Histórico de Santa Catarina - Acervo MHSC
    Exemplo: estudantes participando de atividades educativas no Museu Histórico de Santa Catarina - Acervo MHSC


    O vereador Felipe Teixeira (Professor Felipe), que exerce o mandato durante licença do titular Vanderlei Farias (Lela), do PDT, apresentou projeto de lei que cria a Semana Municipal dos Museus em Florianópolis. O objetivo é valorizar e, ao mesmo tempo, incentivar o conhecimento e a visitação aos museus da Capital. Durante a Semana, os museus estariam de  portas abertas, prevendo-se visitas de escolas públicas, palestras, debates e encontros, para uma ampla divulgação desses equipamentos da cena cultural e educacional da cidade! Além disso, o projeto protocolado chama atenção para a necessidade de uma periódica vigilância das autoridades sobre as condições físicas dos espaços que abrigam os museus.

    Muitos dos museus de Florianópolis já realizam atividades educacionais permanentes, com a participação de escolas das redes pública e privada. A[...]

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  • Museu, um espaço para preservação cultural e aprendizagem

     

    Palácio Cruz e Sousa: sede do Museu Histórico de Santa Catarina desde 1986 - Carlos Damião
    Palácio Cruz e Sousa: sede do Museu Histórico de Santa Catarina desde 1986 - Carlos Damião


    Museus não são “depósitos” de objetos, imagens e documentos antigos ou “coisas velhas”, como argumentam representantes do ‘bloco do senso comum’. Pelo contrário, são instituições dinâmicas, regidas por regras específicas, servindo para exposições periódicas ou permanentes e, quase sempre, para atividades educativas. Exercem função social, cultural e pedagógica, em especial aqueles que mantêm características públicas, ou seja, são administrados pelo Estado.

    O recente incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, instituição que concentrava elementos da história do país, com 200 anos de existência, chamou atenção e causou comoção generalizada. Nas estimativas até aqui cerca de 20 milhões de itens devem ter se transformado em cinzas. O Museu Nacional cumpria a função educativa há muito tempo, servindo inclusive como extensão de[...]

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  • Peças de importante arqueólogo catarinense estavam no acervo do Museu Nacional

     

    O arqueólogo Jorge Bleyer, em foto registrada provavelmente na década de 1910 - Acervo família Bleyer/Divulgação/ND
    O arqueólogo Jorge Bleyer, em foto registrada provavelmente na década de 1910 - Acervo família Bleyer/Divulgação/ND


    Embora ainda não tenha sido realizado um inventário de tudo o que virou cinzas depois do incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, é muito provável que entre os 20 milhões de itens do acervo daquela instituição, inteiramente queimados na noite de domingo (2) e madrugada de segunda-feira (3), estivessem peças doadas pelo médico e arqueólogo catarinense Georg Carl Adolf Bleyer, que desenvolveu suas pesquisas entre o fim do século 19 e início do século 20 em sítios arqueológicos de Santa Catarina. Doutor Jorge Bleyer, como era mais conhecido em Lages - cidade que adotou para morar depois de ter residido em Blumenau - nasceu em Hannover, na Alemanha, em 1867, chegou ao Brasil em 1892 e morreu na cidade serrana catarinense em 1955.

    O cientista foi um dos precursores da arqueologia no Estado, num período subsequente aos trabalhos de[...]

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  • O que o incêndio do Museu Nacional nos ajuda a entender

    Abstraindo as opiniões demolidoras de certos sabichões de redes sociais, predomina uma comoção nacional e mundial generalizada com o que houve no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Equipamento cultural que não tinha manutenção adequada desde 2013, último ano em que recebeu dotação financeira plena. Nesta segunda-feira o Ministério da Educação anunciou a liberação de R$ 10 milhões para serviços emergenciais (e o museu precisava, anualmente, de pouco mais de R$ 400 mil). Mas é a velha história de se “colocar a tranca depois da porta arrombada”. O museu foi destruído pelo incêndio de domingo, 2/9.

    Entre as tantas confusões que se espalharam pela internet, graças aos espíritos de porco de sempre, destaca-se a desinformação sobre a própria vinculação do museu, com muita gente apontando o dedo para o Ministério da Cultura, quando na verdade o museu é vinculado ao Ministério da Educação, subordinado que é à estrutura da Universidade Federal do Rio[...]

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