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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

  • Ação contra professora da Udesc é julgada improcedente pela Justiça

     Ação movida pela aluna Ana Caroline Campagnolo contra a professora Marlene De Fáveri, da Udesc, por suposta perseguição religiosa durante aulas na pós-graduação em História, foi considerada improcedente pela Justiça. O processo começou em 2017 e, desde então, Marlene recebeu ampla solidariedade de setores acadêmicos de todo o Brasil e do exterior, dalém movimentso de direitos humanos. A aluna denunciou a professora por causa dos posicionamentos de Marlene em relação às discussões de gênero e feminismo, especialidades de sua carreira acadêmica. Militante de extrema-direita, Ana Caroline é candidata a deputada estadual em outubro deste ano pelo PSL, o partido de Jair Bolsonaro.

    A sentença do juiz André Alexandre Happke, do 1º Juizado Especial Cível da Comarca de Chapecó, foi divulgada nesta quarta-feira (5). O magistrado apontou uso parcial e descontextualizado de provas fonográficas (a aluna gravava debaes nas aulas), e também da ausência de provas[...]

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  • Marlene de Fáveri vai receber Comenda do Legislativo Catarinense

    A professora e historiadora Marlene de Fáveri (Udesc) receberá na segunda-feira, dia 20/11, às 19h, a Comenda do Legislativo Catarinense, maior honraria que a Assembleia Legislativa do Estado concede anualmente. A indicação partiu da deputada estadual Ana Paula Lima (PT), cujo mandato tem como uma das prioridades a ampliação dos espaços para as mulheres e o enfrentamento à violência.

    Marlene de Fáveri é uma das intelectuais catarinenses mais respeitadas no âmbito nacional por causa de sua atuação nos estudos de gênero. Atua no Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Udesc, onde é coordenadora do Grupo de Pesquisa “Relações de Gênero e Família” (CNPQ), e do Laboratório de Relações de Gênero e Família (LABGEF), no Centro de Ciências Humanas e da Educação. Também é membro do Instituto de Estudos de Gênero (IEG) e uma das editoras da Revista Estudos Feministas (REF).

    Além disso, integra o Grupo de Trabalho[...]

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  • Intolerância do Escola Sem Partido se expande em SC

    Na linha geral do retrocesso político que vive o Brasil desde 2016, certo movimento Escola Sem Partido - cujos integrantes não enchem uma Kombi - pretende aprovar na Câmara de Florianópolis um projeto de lei que implanta a censura e a perseguição a professores da rede municipal. Há um projeto semelhante em análise na Assembleia Legislativa com o mesmo objetivo. Lamentavelmente, parlamentares que deveriam zelar pela liberdade dos cidadãos se empenham em acolher iniciativas do gênero, que põem em risco o próprio conceito de educação. 

    Marlene de Fáveri, doutora e professora de história na Udesc, já foi vítima da intolerância de uma aluna, que se indignou por receber aulas sobre feminismo (quando a professora se dedica justamente a pesquisas sobre gênero), ingressando com uma ação judicial. A questão é que ações desse tipo revelam o lado cada vez mais obscuro e perverso de facções de extrema-direita, respaldadas por alguns partidos políticos e[...]

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  • Clima de intolerância também afeta Câmara da Capital

    À falta de harmonia entre os parlamentares, predomina uma guerra (nem sempre surda) - Divulgação Pixabay
    À falta de harmonia entre os parlamentares, predomina uma guerra (nem sempre surda) - Divulgação Pixabay


    Quem circula pelas ruas Anita Garibaldi e Padre Miguelinho, nas imediações da Câmara de Florianópolis, há de ter notado que em certos momentos do dia há uma aglomeração esquisita na rampa de acesso ao Legislativo. Normalmente são vereadores e seus assessores, que deixam o plenário da Casa para demonstrar algum tipo de descontentamento político. Em especial quando os colegas da oposição - da pequena bancada de esquerda - ocupam a tribuna para discursar. Eles fazem questão de não dar plateia para os pronunciamentos de Lino Peres (PT) e Afrânio Boppré (PSOL). Na falta de outro lugar, concentram-se na rampa, chamando a atenção de quem passa pelo local.
    Recentemente, três momentos foram marcados por conflitos ostensivos entre a minoria e a maioria. Primeiro, a votação da moção de solidariedade à professora Marlene de Fáveri (Udesc), processada por[...]

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