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Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

  • Ação contra professora da Udesc é julgada improcedente pela Justiça

     Ação movida pela aluna Ana Caroline Campagnolo contra a professora Marlene De Fáveri, da Udesc, por suposta perseguição religiosa durante aulas na pós-graduação em História, foi considerada improcedente pela Justiça. O processo começou em 2017 e, desde então, Marlene recebeu ampla solidariedade de setores acadêmicos de todo o Brasil e do exterior, dalém movimentso de direitos humanos. A aluna denunciou a professora por causa dos posicionamentos de Marlene em relação às discussões de gênero e feminismo, especialidades de sua carreira acadêmica. Militante de extrema-direita, Ana Caroline é candidata a deputada estadual em outubro deste ano pelo PSL, o partido de Jair Bolsonaro.

    A sentença do juiz André Alexandre Happke, do 1º Juizado Especial Cível da Comarca de Chapecó, foi divulgada nesta quarta-feira (5). O magistrado apontou uso parcial e descontextualizado de provas fonográficas (a aluna gravava debaes nas aulas), e também da ausência de provas[...]

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  • Intervenção no Rio é mais uma marca do Estado de exceção

    Quem tinha alguma dúvida sobre o mergulho do país no Estado de exceção, pode saná-la simplesmente com um olhar para o que ocorre na cidade do Rio de Janeiro. A intervenção militar autorizada pelo grupo que tomou o poder central em 2016 viola todas as garantias constitucionais estabelecidas em 1988, além de transgredir a Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada pelo Brasil em 1948. Crianças a caminho ou voltando de suas escolas têm as mochilas revistadas diariamente por soldados. Nesta sexta-feira (23), a Folha de S. Paulo flagrou agentes do Exército fichando e fotografando individualmente os moradores das comunidades empobrecidas. Tais procedimentos só encontram paralelo nas mais cruéis ditaduras e no fascismo da Espanha e Itália (anos 1930/40) e no nazismo alemão (idem).

    A supressão de garantias individuais, que são a base de uma sociedade humana e democrática, causa indignação entre militantes dos direitos humanos, juízes isentos, operadores[...]

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  • Derlei de Luca: cala-se uma voz da resistência à ditadura

    A professora e escritora Derlei de Luca foi derrotada pelo câncer neste sábado, 18/11, aos 70 anos. Natural de Içara, Sul do Estado, mas radicada em Florianópolis, ela era sobrevivente de uma geração que ousou resistir ao golpe civil-militar de 1964. Estudante da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), engajada na reconstrução da UNE (União Nacional de Estudantes) em 1968, foi presa, torturada e exilada. Só voltou ao Brasil depois que a ditadura promulgou a Lei da Anistia, em 1979.

    Ela se tornou uma espécie de ícone da resistência democrática e da defesa dos direitos humanos. Era frequentemente convidada, desde a década de 1980, para proferir palestras sobre a História do Brasil e, em especial, a sobre as lutas de sua geração contra o arbítrio, a prepotência e o fascismo. Foi a fundadora do Comitê Catarinense Pró-memória dos Mortos e Desaparecidos e do Coletivo Catarinense Memória, Verdade e Justiça. Participou ativamente da Comissão Estadual da[...]

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