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Domingo, 18 de Fevereiro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

  • Florianópolis teve Carnaval mais tranquilo desde 2015

    O Carnaval de 2018 entrou para a história como o de maior público já registrado nas ruas centrais de Florianópolis, em especial no sábado – auge da festa popular –, com mais de 160 mil pessoas concentradas no entorno da Praça 15 de Novembro. O número foi calculado pela Polícia Militar e divulgado pela prefeitura como o mais expressivo de todos os tempos, pela movimentação de foliões na região central.

    A Praça 15 sempre foi o tradicional ponto de convergência do Carnaval, desde as primeiras décadas do século 20. Entre os anos 1960 e 1970 os desfiles das escolas de samba e das grandes sociedades eram realizados em volta da praça. O que garantia diversão às torcidas e aos que brincavam na “periferia” dos desfiles – os irreverentes blocos de sujos, dos mais informais até os mais organizados, como os blocos dos clubes Lira, Doze, LIC (Lagoa Iate Clube), Paula Ramos, os Batuqueiros do Limão, o Sou+Eu, entre outros.

    Reza a lenda que Florianópolis já[...]

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  • Cores de Aidê encerra o Carnaval de Florianópolis em alto estilo

    No calçadão da Rua Felipe Schmidt, a caminho da Praça 15 - Carlos Damião
    No calçadão da Rua Felipe Schmidt, a caminho da Praça 15 - Carlos Damião


    O Carnaval de Florianópolis terminou às 13h desta quarta-feira (14), com uma apresentação em grande estilo do bloco Cores de Aidê, grupo de dança e percussão composto só por mulheres. Como nos carnavais antigos, a festa acabou na Praça 15 de Novembro, onde se encontravam os blocos dos clubes Doze de Agosto e Lira. Centenas de pessoas acompanharam a performance artística, que começou no Largo da Alfândega, às 10h30, e percorreu o calçadão central entre as ruas Deodoro e a Praça 15. O trabalho do Cores de Aidê esteve presente a diversos pontos de Florianópolis durante o Carnaval, como os bairros de Santo Antônio de Lisboa, Lagoa da Conceição e Armação do Pântano do Sul, sempre arrastando multidões de foliões. O bloco é hoje um dos mais importantes grupos de resistência cultural da capital catarinense, fazendo o contraponto necessário à anarquia causada durante o sábado[...]

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  • Projeto de lei cria o arquipélago florianopolitano

    Ilha das Vinhas, na região do bairro José Mendes, bem próxima ao Centro

     Ilha dos Noivos, em frente à praia do Balneário (Estreito) - Carlos Damião
    Ilha dos Noivos, em frente à praia do Balneário (Estreito) - Carlos Damião


     “Um pedacinho de terra / perdido no mar”... diz o primeiro verso do Rancho do Amor à Ilha, o hino oficial de Florianópolis, composto por Cláudio Alvim Barbosa (Zininho) em 1965. Sem querer corrigir o poeta, seria correto cantarmos “uns pedacinhos de terra / perdidos no mar”, porque a capital catarinense na verdade é formada por um arquipélago, com 29 ilhotas e ilhas, das quais a Ilha de Santa Catarina é a maior e mais célebre, além da região continental, incorporada à cidade por decreto do interventor Nereu Ramos, em 1944.

    Para destacar essa condição geográfica, o vereador Afrânio Boppré (PSOL) protocolou na semana passada, na Câmara, um projeto de lei que pretende instituir oficialmente o nome de Arquipélago de Ondina, para o conjunto territorial/marítimo de Florianópolis. Por que Ondina?[...]

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  • Organização pode resgatar o verdadeiro espírito do Carnaval de rua

    O Carnaval de Rua de Florianópolis não é uma festa democrática, é uma torre de Babel, de mil tons musicais, menos Carnaval. O que houve em 2018 não é, a rigor, nenhuma novidade, só piorou. Tem sido assim nos últimos anos, com um encontro anárquico de grupos focados em música eletrônica e funk. Blocos que ainda tentam manter a tradição florianopolitana, como o Sou + Eu, esbarram na barreira sonora imposta pelos carros tunados, quase todos com placas de outros municípios.

    Como resolver isso é uma questão complexa, mas não impossível. Blumenau reduziu muito bem a anarquia em que se transformou sua principal festa, a Oktoberfest. Não proibiu ninguém de se divertir, apenas qualificou o evento, resgatou suas raízes. Qualificar não quer dizer necessariamente elitizar, até porque a Oktober é uma festa aberta, democrática. Ao constatar que estava se transformando num encontro de batidões eletrônicos e atividades pouco relacionadas à proposta original, a[...]

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