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Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

Obras da ponte Hercílio Luz podem ser retomadas em abril

Empreiteira portuguesa deve apresentar até 5 de abril um inventário do que está levantando no canteiro da plataforma de apoio da ponte

Carlos Damião

As obras emergenciais da Ponte Hercílio Luz poderão começar em menos de um mês, de acordo com previsão do governo estadual. A empresa portuguesa Empa Serviços de Engenharia – contratada para realizar as obras emergenciais na ponte – tem até o dia 5 de abril para entregar um inventário com o levantamento das condições de trabalho no local, das instalações elétricas e da quantidade de material que havia sido comprada pela empresa anterior. Com o inventário em mãos, o Deinfra poderá assinar a ordem de serviço, permitindo o início das obras, especificamente na plataforma de apoio do vão central, no dia 6 ou no dia 7 de abril. A restauração final da ponte será feita posteriormente, por outra empresa. No mês passado, o governador Raimundo Colombo viajou aos Estados Unidos para averiguar a possibilidade de a American Bridge – sucessora da empresa que construiu a ponte – assumir esta etapa da reforma. Os técnicos da empreiteira já deveriam estar no Brasil, mas um problema de documentação atrasou a visita de avaliação e reconhecimento da ponte. O que a sociedade espera é que, desta vez, os trabalhos ganhem velocidade e apresentem bons resultados. A Hercílio Luz é considerada parte da solução para a mobilidade regional pelos técnicos do Plamus (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável).

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* Colaborou: Rafael Thomé

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Borboleta

"Florianópolis sofre de constipações urbanas. Uma borboleta bate asas na China e o trânsito da Capital para". Observação do arquiteto e urbanista Marco Antônio Martins, via Facebook. Claro que ele estava preso no trânsito, ontem cedo, a caminho do trabalho, em mais um dia de cão na Grande Florianópolis. E isso que a gasolina está cara.

Licitações

Leitor Alberto Carlos A. Pereira acrescenta ao debate sobre a corrupção: "Uma das maiores fontes de corrupção no Brasil é a Lei de Licitações (8666/93). Escolhe-se a empresa pelo menor preço, sem atentar para a capacidade técnica. Algumas que vencem a concorrência sublocam o serviço para terceiros e, a seguir, começam a pedir aditivos financeiros ao contratante, o poder público. Isso explica por que muitas empreiteiras têm o departamento jurídico maior do que o departamento de engenharia".

Muitas bocas

Tem mais, conforme o leitor Alberto Carlos A. Pereira: "Estamos carecas de saber que uma obra, de custo inicialmente estimado em R$ 10 milhões, por exemplo, acaba chegando a absurdos R$ 40 milhões ou mais, tudo porque, no meio do caminho, surgem aditivos para ‘realinhar’ o preço baixo que garantiu a conquista do trabalho – e porque é preciso alimentar muitas bocas, entre autoridades, políticos, dirigentes partidários. A 8666/93 favorece esses esquemas de corrupção", conclui.

Crise de valores

Os grandes e pequenos desvios do dia a dia que não envolvem políticos:

- Descoberta de uma fraude de R$ 100 milhões em financiamentos imobiliários na Caixa Econômica Federal, operada por funcionários, gestores técnicos, com a conivência criminosa de gerentes da própria instituição.

- Professora universitária, amiga da coluna, deixou parte de sua mudança aos cuidados de uma transportadora especializada, em Florianópolis. Semanas depois, foi conferir: 40% por cento dos livros, alguns raríssimos e caros, tinham desaparecido.

- Motoristas e moradores da região de Campo Alegre, provavelmente defensores da ética apenas para os políticos, saquearam bens pessoais dos passageiros acidentados na Serra Dona Francisca.

Bingo

"A Corrupção é uma senhora idosa e a Sonegação é sua parça de bingo". Do perfil de humor Jornalismo Wando (‏@JornalismoWando). Parça é uma gíria que significa parceiro (a).

Responsabilidade

“Realmente, somente uma ampla reforma política pode pacificar o país. Consideramos que a crise atual além de institucional é também de valores. Com certeza o desafio deve ser conjunto. Todos façamos nossa pequena parte. Em tempo: a corrupção já começou antes do descobrimento do Brasil! Já levavam nosso ouro e pedras! E tem gente que continua levando”. Da leitora Guiomar Bauer, sobre a coluna de terça, 17.

Imprudência

O ônibus acidentado na Serra Dona Francisca, que causou a morte de 51 pessoas, estava tão irregular que não tinha nem licença para operar em Santa Catarina. Isso não explica o desastre. O que explica melhor é o que disse o oficial Fábio Martins, da Polícia Militar Rodoviária, à RICTV: motoristas desprezam a sinalização e trafegam em locais perigosos, como a SC-418, sem qualquer prudência.

Carroças

O mesmo oficial lembrou que a estrada foi asfaltada sobre o leito original, que era de chão batido, carroçável, ou seja, utilizado por carroças, veículos que andavam (ou andam) em baixa velocidade. Em suma, aquilo que escrevi aqui na segunda-feira: rodovia feita para fuscas e caminhões e ônibus de baixa potência.

Divulgação/ND

Livros de volta

Utilizando o mote "Não prenda o conhecimento", a Biblioteca Pública de Santa Catarina, administrada pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) no centro de Florianópolis, faz campanha para a devolução de livros em atraso, com negociação das multas. Atualmente, cerca de 1,2 mil títulos estão com entrega atrasada.

Acervo Carlos Damião/ND

Florianópolis...

Desta quarta (18) a segunda (23), aniversário da Capital, a coluna publicará algumas imagens antigas de Florianópolis pouco conhecidas, como esta, que é do meu arquivo pessoal. Registro feito de um ponto do Morro da Cruz: à esquerda, o Colégio Coração de Jesus (hoje Bom Jesus); ao fundo, em construção, o edifício Visconde de Ouro Preto, atrás do Teatro Álvaro de Carvalho; na base da foto, a Avenida Mauro Ramos.

... há 43 anos

A cidade era praticamente dominada por residências, sobrados e pequenos prédios. Percebe-se que, no ano do registro (1972) a verticalização era mais expressiva nas proximidades da orla. O aterro da baía Sul ainda não havia sido implantado. Uma imagem como essa, hoje em dia, não teria tanta profundidade, por causa dos paredões de concreto.

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