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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

O país não pode continuar sangrando: chegamos ao limite

Ao dizer que fica, Michel Temer (PMDB) decepcionou ampla maioria dos brasileiros. E vêm mais denúncias nos telejornais da noite

Carlos Damião
18/05/2017 18h24
Presidente insiste em se manter no cargo, apesar de todas as evidências - Planalto/Divulgação
Presidente insiste em se manter no cargo, apesar de todas as evidências - Planalto/Divulgação


"Lá vai a economia pro pau de novo". Assim, com sábia brevidade, uma empresária amiga definiu nas redes sociais o que vem ocorrendo no campo político e institucional desde quarta-feira. 18/5. Empresários sabem que a raiz de toda a crise econômica brasileira é de natureza política, desde a eleição de Dilma Rousseff (PT) em 2014, até a posse dela e, posteriormente, o processo de impeachment. Com a posse definitiva de Michel Temer (PMDB), há um ano, a ecomomia não reagiu, patinou e continua patinando, apesar da manipulação de alguns números divulgados pelo próprio presidente. Quem circula pelas ruas e vê a quantidade de lojas fechadas sabe que esse é um dos sintomas mais visíveis e dramáticos de qualquer cenário de degradação econômica. Lojas fechadas significam, obviamente, menos circulação de riquezas, menos arrecadação de tributos e, por consequência, menos empregos.

Se o Brasil é um barco à deriva, por que Michel Temer insiste em se manter no poder, sem legitimidade, respaldado por grupos políticos oportunistas e facções sinistras? Sua presença no poder afunda ainda mais o país na crise, agrava a maior tragédia política brasileira depois do suicídio de Getúlio Vargas e do golpe civil-militar de 1964, obstrui investimentos, causa desesperança entre os jovens, os trabalhadores e os empresários, além de acentuar o ódio entre correntes ideológicas de direita e esquerda.

Até as 18h15 desta quinta-feira o noticiário continuava escaldante. Vêm mais revelações nos telejornais da noite. Mas a falta de patriotismo, para dizer o mínimo de quem usou o lema da bandeira como slogan de governo, não tem limites.. 

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