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Terça-Feira, 22 de Janeiro de 2019
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Assuntos da Grande Florianópolis e os temas cotidianos das cidades da Região Metropolitana – incluindo resgates diferenciados da memória histórica –, são acompanhados de perto pelo colunista Carlos Damião, que tem mais de 30 anos de vivência profissional.

MEMÓRIA DE FLORIANÓPOLIS - Os centenários colégios da cidade

Cinco estabelecimentos de ensino ultrapassaram os 100 anos de atividades. O mais antigo, a Escola de Aprendizes Marinheiros, completa 160 anos em 2017

Carlos Damião
Carlos Damião
Colégio militar da Marinha, no Jardim Atlântico, foi criado há 159 anos
Divulgação Acervo Colégio Catarinense/ND
Colégio Catarinense, dos padres jesuítas, tem 110 anos de história
Carlos Damião
Instituto Estadual de Educação é a antiga Escola Normal: existe desde 1892

Qual o colégio mais antigo de Florianópolis – e que se mantém em atividade nos dias de hoje? Existem cinco instituições de ensino ativas, que ultrapassam os 100 anos de história, pela ordem: a Escola de Aprendizes Marinheiros, o Colégio Bom Jesus Coração de Jesus, o Instituto Estadual de Educação, o Colégio Catarinense e o IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina).

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A Escola de Aprendizes Marinheiros é a única que foi fundada ainda no Império, na metade do reinado de Dom Pedro 2º: 1857. Nem sempre funcionou na atual sede, no Jardim Atlântico, mas está nesse local desde o ano de 1950. É uma instituição especializada na formação de marinheiros e permaneceu em Florianópolis, mesmo com o fechamento do porto, em 1965, por causa da influência de líderes políticos e autoridades do Estado.

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O segundo mais antigo é o Instituto Estadual de Educação, fundado em 1892, com o nome de Escola Normal Catarinense, primeiro estabelecimento estadual voltado à formação básica de técnicos para o magistério. Seu nome foi alterado várias vezes, de Instituto de Educação a Colégio Dias Velho e, finalmente, ao nome atual e definitivo, adotado em 1966. Desde o início de suas atividades é uma referência em ensino público de qualidade.

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O Colégio Coração de Jesus é o terceiro mais antigo da Capital. Foi fundado pelas irmãs da Divina Providência em 1898. É considerado por pesquisadores o primeiro colégio da elite estadual, com linha pedagógica focada na formação de “cidadãs de bem”. Funcionou como internato até o final da década de 1960. Na década seguinte passou a ser misto. Há cerca de 20 anos sua administração foi repassada ao Grupo Bom Jesus, do Paraná, ligado à Ordem Franciscana.

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O Colégio Catarinense foi fundado em 1905, com o nome de Ginásio Catarinense, pela Companhia de Jesus, estimulada pelo então governador Vidal Ramos – patrono da educação estadual – para ser o contraponto masculino ao Colégio Coração de Jesus. Também funcionou como internato até a década de 1970, sendo igualmente uma instituição voltada às classes mais abastadas do Estado. O Catarinense mantém-se fiel à pedagogia dos jesuítas, baseada nos ensinamentos de Santo Inácio de Loyola.

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Por último, igualmente centenário, está o IFSC, fundado em 1909 como Escola de Aprendizes Artífices de Santa Catarina, cujo objetivo era proporcionar formação profissional e promover a inclusão social de seus alunos. O estabelecimento teve diversos nomes: Liceu Industrial, Escola Industrial, Escola Industrial Federal, Escola Técnica Federal, Centro Federal de Educação Tecnológica, até assumir, em 2008, a atual denominação. Agora não só com cursos de ensino médio, de características técnicas, mas também cursos superiores.

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Então, no momento em que se questiona a educação brasileira – para que serve e quais os seus rumos – não custa lembrar que, no passado, em alguns momentos, as autoridades e as entidades religiosas tiveram a preocupação de oferecer o melhor possível à sociedade. E olha que, de lá para cá, passamos por duas guerras mundiais, revoluções, crises econômicas, golpes de Estado... E as cinco escolas centenárias continuam firmes, bem instaladas e com milhares de alunos.

Por todas elas

Entidades ligadas aos direitos humanos, partidos políticos, sindicatos e outros movimentos sociais estão convocando para um ato nesta segunda-feira (30), às 17h, no Largo da Alfândega: "Por Todas Elas: atividades pelo fim da cultura do estupro e contra os retrocessos políticos". Uma das razões do protesto é a barbárie cometida no Rio de Janeiro, onde 33 homens estupraram uma adolescente na semana passada.

A maldade...

“Cultura do estupro” é um termo traduzido do inglês (“Rape culture”) e existe desde a década de 1970, quando movimentos feministas começaram a denunciar a prática machista de se culpar a vítima, e não o agressor, pelos atos de violência física, cantadas ou agressões verbais. A própria inexistência de educação de gênero – nas escolas – é apontada como uma das causas da barbárie, por falta de orientação adequada quanto ao respeito e à livre convivência entre os sexos.

... em discussão

Outra causa estudada historicamente por especialistas é a chamada “objetificação” da figura feminina na publicidade e em outros recursos visuais. Um fenômeno mais recente, que estimula a estupidez masculina, são os chamados “nudes”, imagens ou vídeos de namoradas ou amigas nuas compartilhadas de forma abusiva na internet ou em aplicativos de relacionamento.

Mercado histórico

A prefeitura de Biguaçu entrega nesta segunda-feira (30) o Mercado Público local totalmente revitalizado. O prédio foi construído em 1939, pelo então prefeito Alfredo Álvares da Silva, e encontrava-se desgastado devido à ação do tempo e à falta de manutenção das características arquitetônicas originais. Vai receber o nome de Francisco Wollinger, em homenagem ao comerciante que durante muitos anos teve um estabelecimento no mercado.

Pré-histórico

“Se o Sarney fizer delação premiada, saberemos o que houve com Adão e Eva no Paraiso e sobre o fim dos dinossauros!”. José Simão, citando piada de @juninho_rocha10.

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